

Executive Breakfast: “Um olhar sobre Executive Management no Brasil” 15 de Março de 2012 CCB, Lisboa PRINCIPAIS IDEIAS Principais Ideias - http://twitter.com/apdc Pedro Norton, Presidente da APDC “Esta é uma reflexão sobre o investimento português no Brasil e as dificuldades e oportunidades que as empresas enfrentam no mercado” “A dinamização das exportações e reforço da internacionalização das empresas assumem-se como vitais para o relançamento da economia” “Há que reforçar a internacionalização para outros mercados para tornar a economia mais competitiva e menos dependente da Europa” “O Brasil assume-se como um dos grandes mercados para investi. É um dos principais motores do desenvolvimento económico mundial e tem um potencial de crescimento e de negócio enormes” “Os nossos empresários têm conseguido impor-se pela sua capacidade, pela inovação e qualidade da sua oferta nas mais variadas áreas” “Sendo a intensificação das relações económicas Portugal e Brasil uma realidade, importa compreender especificidades e características” “Subsistem neste âmbito vários problemas, resistências e obstáculos que é preciso analisar, perceber e ultrapassar” João Aquino de Sousa, Partner Jubilado da Egon Zehnder International, Brasil “A vida dos empresários está sempre associada ao risco. Onde há risco há possibilidade de retorno” “No Brasil, há vários tipos de riscos: risco político; risco dos mercados emergentes que não estão completamente desenvolvidos; risco da segurança jurídica: e o risco das gentes” “No Brasil, não existe qualidade dos recursos humanos. Há falta de formação em quantidade suficiente para as necessidades do mercado” “Temos uma dimensão de mercado que provoca a atenção especial do investimento estrangeiro” “Este é um povo que não é difícil de entender e de conhecer” “Existe uma forte pressão interna na procura por talento brasileiro” “Também a economia brasileira está num momento de internacionalização das suas empresas, especialmente as de grande dimensão” ”Há uma política pública de incentivo à formação de grandes grupos nacionais que esta a ter um grande impacto” “As empresas familiares brasileiras continuam rapidamente a profissionalizar-se, o que provoca uma procura de talento que a oferta ainda não conseguiu acompanhar” “Há um défice de recursos humanos na média gestão” “Há uma lacuna enorme nos recursos humanos de topo” “Há muitas empresas à procura de profissionais com talento” “As empresas portuguesas no Brasil são dos que procuram recursos humanos com mais foco e cuidado” “O Brasil é uma democracia com 26 anos. Antes era tudo controlado e em monopólio” “Estamos a entrar na segunda geração de profissionais do mercado aberto e privado. É uma geração que tem pressa de se realizar, financeira e profissionalmente” “Não há saúde pública, ensino público e segurança pública. As pessoas têm de a comprar” “Situação instala uma cultura meritocrática muito forte e positiva” “Há uma rotatividade enorme de recursos humanos com a multiplicidade de oportunidades de trabalho” “Há sugestões de estratégias para enfrentar o desafio do Brasil: implementar uma política própria específica para o mercado” “Os expatriados têm grandes oportunidades de negócio no mercado de trabalho brasileiro” “As empresas têm de fazer uma escolha cuidadosa dos recursos humanos” “Tem de haver uma atribuição efectiva de responsabilidade local” “As empresas têm de apostar em acelerar o desenvolvimento interno do RH com avaliação sistemática do desempenho” “A mais importante estratégia de uma empresa no Brasil é assegurar e mostrar a alta probabilidade de sucesso aos profissionais” “Há um ambiente de grande concorrência de alta volatilidade e de grande dimensão do mercado, a menos que trabalhe num nicho” “No Brasil o tamanho importa. Porque tudo é grande” “A resposta ao mercado passa por muita dedicação, muito trabalho, pelas pessoas certas e por um envolvimento profundo” Alcino Lavrador, CEO PT Inovação “Gerir profissionais no Brasil é bastante diferente de Portugal, porque a cultura e os hábitos são diferentes” “Há um défice formativo no Brasil no mercado em forte crescimento e que precisa de recursos humanos” “Há dificuldades de encontrar recursos na área das TIC, o que gera uma enorme mobilidade das pessoas” “A lealdade é muito diferente e muito baixa face ao que estamos habituados em Portugal” “O mercado de trabalho é muito flexível, mas há regras institucionalizadas a que as empresas não podem fugir” “A possibilidade que as empresas portuguesas têm de permitir a internacionalização dos recursos brasileiros é um fator de atração” “Todas as grandes empresas portuguesas deveriam criar um ecossistema de empresas à sua volta quando se instalarem no Brasil” “A PT no Brasil tem propiciado a experiência e instalações à disposição das empresas portuguesas mais pequenas que querem entrar” Francisco Cary, Vice-presidente BES Investimento “Tema do dinheiro no Brasil é mais importante em outros mercados. É o principal factor de motivação das pessoas” “Em Portugal, somos empregador de referência. No Brasil somos só mais um num mercado mais concorrido com bancos muito maiores” “As pessoas no Brasil custam o dobro do que custam em Portugal (custo fixo)” “Delegámos muito poder na equipa local para os motivar mais. Temos procurado envolver mais na gestão da organização como um todo” “Um dos objectivos do BES é ajudar os clientes a entrar no Brasil. Temos serviços de assessoria e de apoio ao investimento” “Às empresas de menor dimensão o apoio passa mais pela concessão de crédito ao investimento no Brasil” “Sendo o Brasil uma economia em desenvolvimento é um mercado de grande dimensão. Há q ter 1 argumento de diferenciação muito forte” “As empresas antes de investirem no Brasil têm de avaliar bem o mercado onde querem entrar e que diferenciação é que oferecem” “Há muito recurso de qualidade em Portugal e uma das alternativas tem sido expatriar os portugueses para o Brasil” Rui Paiva, CEO Wedo Technologies “As estruturas de backoffice do Brasil estão hoje em Portugal porque são muito mais competitivas” “Em 10 anos, a estrutura de custos no Brasil tornou-se incomportável. É um mercado do ponto de vista salarial muito caro” “Definimos uma estrutura organizacional que tem 3 níveis: os salários base, estrutura variável e incentivo a longo prazo” “No Brasil, o racional de gestão não tem nada a ver com o europeu. Tem tudo a ver com o norte-americano” “Saber como podemos manter as pessoas a trabalhar para nós na continuidade é um grande problema no Brasil” “Aposta passou por definir uma cultura própria da empresa, com normas e regras próprias para pessoas se sentirem parte da empresa” “Apoiamos activamente as empresas que querem investir no Brasil assim como em outros mercados onde estamos presentes” “Para nós é importante ter mais empresas portuguesas nos mercados onde estamos presentes porque incrementa a receptividade local” |

