

Jantar-Debate APDC CEO da Vodafone Portugal – António Coimbra Hotel Tiara Park Atlantic PRINCIPAIS IDEIAS Principais Ideias - http://twitter.com/apdc Pedro Norton, Presidente da APDC “Vivemos momentos muito desafiantes em Portugal, na Europa e no Mundo. Portugal distingue-se por uma relativa paz social e por um consenso político minimamente abrangente” “Sobre a Europa, pairam nuvens de desgoverno e de enorme incerteza que ameaçam as nossas perspetivas de recuperação” “Esta conjuntura coloca uma tarefa muitíssimo difícil às principais empresas do nosso sector” “Temos redes de alta velocidade fixas, tanto por cabo como por fibra, que já cobrem a generalidade do território nacional” “Já arrancaram as redes 4G, prevendo-se que as infraestruturas tenham uma cobertura superior a 90% no final do ano” “Assiste-se à explosão da oferta de novos e sofisticados equipamentos, que abrem caminho a mais e melhores ofertas” “Players têm mostrado dinamismo e inovação, aproveitando oportunidades para disponibilizar ofertas convergentes e integradas” “Sector enfrenta conjunto de ameaças e dificuldades muito sérias que desafiam boa parte das certezas e das receitas convencionais” “Empresas têm que estudar soluções novas e a desafiar certezas e tabus” “É neste cenário mutável e complexo, de inúmeras oportunidades e de tremendos desafios que os operadores têm que se posicionar” “Têm que definir estratégias que permitam fazer face à crise e aproveitar todas as oportunidades do mercado” António Coimbra, CEO da Vodafone “Uma das áreas de que Portugal se pode orgulhar é do setor das telecomunicações” “Claro que há sempre problemas e questões a resolver. Mas o sector é altamente competitivo. Embora mais numas áreas do que noutras” “O sector das telecomunicações não tem passado ao lado da crise. Há 3 ou 4 anos que está em contração” “Quatro operadores representam mais de 90% do mercado, em termos de receitas de clientes” “O mercado móvel é altamente competitivo e mais equilibrado. O mercado fixo é mais desequilibrado e dominado por um operador” “Os primeiros meses do ano não mostram recuperação, bem pelo contrário. Tudo dependerá do comportamento da economia” “Redes de nova geração móveis poderão vir revolucionar o mercado com novas ofertas” “O sector é muito resiliente porque é muito competitivo. E não se pode queixar face a outros sectores, onde a queda é mais notória” “Mesmo quem tem baixos rendimentos consegue ter as necessidades de comunicações móveis satisfeitas, fruto da elevada competitividade do mercado” “O programa e-escolas gerou quotas de mercado completamente artificiais” “Os MVNO não têm grande expressão, mas têm algum potencial para crescer, representam menos de 1%” “O sector móvel é o sector onde existem elevados níveis de satisfação do cliente, no geral 8 numa escala de 1 a 10” “A Vodafone investiu mais no leilão do espectro que as concorrentes porque acreditamos que é uma vantagem competitiva” “O Leilão de espectro, enquanto uma das medidas da Troika está implementada. Todos fizeram um esforço para mostrar a dinâmica do sector” “Regulador foi bastante diligente na redução das taxas de terminação, outra medida do MoU. Não significa que seja uma medida boa” “Impacto da medida será de 25 milhões de euros este ano e de 70 milhões de euros no próximo ano em termos de perdas de receitas dos operadores” “Nas medidas para o sector móvel do MoU houve uma grande diligência em concretizá-las” “No fixo, os dois operadores dominantes têm vindo a reforçar a quota de mercado. Caminhamos para um duopólio” “Termos uma terceira rede de fibra em Portugal é completamente inviável” “Na TV estamos claramente acima da média europeia, principalmente porque em Portugal há apenas quatro canais abertos” “O modelo da TDT em Portugal foi um modelo falhado” “Temos orgulho que temos na nossa presença rede fixa, que é diminuta. Queremos ser os melhores. O mercado vê-nos como tal” “Aumentar a concorrência no mercado e assegurar a prestação de serviço universal. são medidas do MoU por concretizar” “Há uma questão de prioridades que devia ser revista. Não foram implementadas as medidas no mercado que mais precisava, o fixo” “Continua a ser necessário identificar soluções para promover maior concorrência no fixo” “Há muitas medidas a implementar no negócio fixo, nomeadamente no âmbito das redes de nova geração” “A decisão do regulador sobre abertura das redes nas zonas menos rentáveis não faz sentido em termos de plano de negócios” “Há uma clara desigualdade de tratamento por parte do regulador entre o móvel e o fixo, nas RNG” “Serviço universal e respectivo processo de designação do prestador continua em aberto” “Concordamos com o que está previsto para o lançamento do concurso. Discordamos totalmente em relação ao passado” “Estamos pagar as ineficiências da forma como o serviço universal tem sido prestado. É um absurdo” “A independência do regulador sectorial suscita preocupações. O que significa que poderá haver razões para isso” “Temos de ambicionar ser melhores no sector, mas há áreas com tratamentos muito diferenciados. É preciso resolver isso” “Temos de ter a abertura adequada nas redes de nova geração fixas para promover a concorrência e evitar o duopólio” “A nossa rede de fibra, se assim o entenderem, está completamente aberta” “A única forma de garantir a igualdade de tratamento entre operadores é ter a coragem de fazer a separação estrutural da rede” “Estamos preparados para fazer investimentos adicionais se o ambiente for favorável em termos competitivos” “Esperamos que regulador crie um ambiente mais favorável especialmente no fixo, antes do duopólio se instalar. Com acesso competitivo para os vários players, salvaguardando os interesses dos consumidores” “Portugal tem claramente das melhores redes móveis da Europa” “Estamos a assistir à revolução dos dados móveis. O crescimento virá desta área” “O 4G é um enabler para este crescimento dos dados móveis, com a explosão dos smartphones e dos tablets” “Não estamos a diminuir investimentos mas a mantê-los. Se nos encolhermos todos nunca mais saímos daqui” |

