Adesão ao 5G vai crescer mais do que o esperado

2019-06-12 O 5G deverá atingir um total de 1,9 mil milhões de subscritores em 2024, com as operadoras a lançarem implementações e os utilizadores a mudarem para dispositivos compatíveis. No final desse ano, a cobertura deverá alcançar 45% da população mundial, devendo as redes de quinta geração suportar 35% do tráfego móvel global. As previsões são do mais recente Ericsson Mobility Report, que antecipa que a adesão ao 5G ficará acima das expetativas.

De acordo com o relatório, o crescente entusiasmo e dinamismo em relação ao 5G faz com que este mercado atinga adicionalmente mais 400 milhões de subscrições adicionais de banda larga móvel otimizada, à escala global, até ao final de 2024, elevando o valor total para 1,9 mil milhões de subscrições em 2024. O relatório anterior, de novembro de 2018, antecipava 1,5 mil milhões, prevendo-se agora um aumento de quase 27%.

Foram ainda revistas em alta outras previsões, em resultado da rápida adesão ao 5G. Assim, a cobertura de 5G vai abranger pelo menos 45% da população mundial até ao fim de 2024 mas pode mesmo chegar aos 65%, uma vez que a tecnologia de partilha possibilita a implementação do 5G em bandas de frequência LTE. O estudo refere que fornecedores de serviços de comunicações dos mais variados mercados mudaram para o 5G, na sequência do lançamento de smartphones compatíveis com esta solução. Em alguns mercados, estão também a ser definidos objetivos mais ambiciosos para uma cobertura populacional de até 90% no primeiro ano.

O forte compromisso dos fornecedores de dispositivos e chipsets é também essencial para a aceleração da adoção do 5G. Prevê-se que smartphones para todas as principais bandas de espetro cheguem ao mercado no decorrer deste ano. Com a disponibilidade crescente de dispositivos 5G e a ativação de mais redes, estima-se um total de mais de 10 milhões de subscrições de 5G a nível global até ao fim de 2019.

É expectável que a adesão a subscrições de 5G seja mais rápida na América do Norte, com cerca de 63% das subscrições móveis antecipadas nesta região a ter origem no 5G, até 2024. Segue-se o nordeste asiático (47%), enquanto a Europa ficará em terceiro lugar (40%).

"O 5G está, definitivamente, a crescer, e a ritmo cada vez mais forte, o que reflete o entusiasmo dos fornecedores de serviços e dos consumidores em relação à tecnologia. O 5G terá um impacto positivo nas vidas das pessoas e nos negócios, concretizando ganhos para além da IoT e da4ª revolução industrial. Contudo, os benefícios totais do 5G apenas podem ser sentidos juntamente com o estabelecimento de um ecossistema sólido, no qual parceiros tecnológicos, regulamentares, de segurança e da indústria tenham um papel a desempenhar”, refere Fredrik Jejdling, vice-presidente executivo e Responsável de Redes da Ericsson.

O tráfego total de dados móveis continuou a disparar a nível global no primeiro trimestre de 2019, crescendo 82% face ao ano anterior. Prevê-se que atinja 131EB por mês até ao fim de 2024, período em que 35% desse tráfego deverá vir de redes 5G.

Existem mil milhões de ligações móveis de IoT a nível global, um número que se espera aumentar para 4,1 mil milhões até ao fim de 2024, dos quais 45% são representados por IoT em massa. Os setores que utilizam a IoT em massa incluem: serviços, com a implementação de contadores inteligentes; saúde, na forma de dispositivos médicos; e os transportes, com os sensores de monitorização.

O relatório de junho de 2019 inclui também três artigos redigidos em conjunto com fornecedores de serviços, que oferecem um olhar sobre o progresso que se verifica em mercados que estão prestes, ou que já se encontram, a implementar o 5G. Assim, com o contributo da Telstra, empresa australiana na área das telecomunicações, a Ericsson explora as formas de gerir a crescente procura de dados e conteúdos em formato vídeo, enquanto preserva a experiência do consumidor, em particular no live streaming.

Já com a MTS, operador russo de rede móvel, o artigo ajuda a descrever a forma como as redes móveis devem evoluir no sentido de garantir um nível de desempenho de rede que corresponda às expetativas de experiência do consumidor durante a transição para o 5G.

Por fim, o artigo redigido em conjunto com a Turkcell, sediada na Turquia, debruça-se sobre a melhor forma de gerir o desempenho de rede e das ofertas de serviços durante a execução bem-sucedida do acesso a uma rede fixa sem fios (FWA).

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