CE diz que Europa está mais protegida nas ameaças do online

2019-05-31 A Europa está mais protegida contra uma série de riscos, deste as ameaças químicas à cibersegurança, ciberdefesa e fake news. No entanto, defende que a coordenação entre estados-membros é verdadeiramente crítica.

Num relatório sobre a situação na Europa, a Comissão Europeia diz que se realizaram progressos satisfatórios na luta contra as ameaças híbridas. O trabalho fez um balanço do auadro de ação conjunto que foi implementado em 2016 e que elencava 22 medidas para combater as ameaças, com vista a aumentar as capacidades de defesa e resiliência, melhorar o intercâmbio de informações e reforçar a proteção de infraestruturas críticas e de cibersegurança.

As principais ameaças encontradas ligam-se a grupos organizados e à promoção de radicalização e de extremismos. Aqui, a UE trabalhou também com a NATO em vários exercícios de ciberdefesa. O relatório mostra os progressos em várias áreas, incluindo o reforço das comunicações estratégicas para combater a desinformação, onde o plano de ação contra a desinformação, aprovado pelo Conselho Europeu em dezembro de 2018, é apontado como um dos principais progressos dos últimos 12 meses.

Em março deste ano foi criado um sistema de alerta rápido sobre desinformação para permitir que os Estados Membros e as instituições da UE facilitassem a partilha de dados e o desenvolvimento de respostas comuns, com melhor perceção da situação e eficiência dos recursos e do tempo.

Na área da cibersegurança e defesa cibernética foi estabelecido um novo regime de sanções que alarga as ferramentas disponíveis para os estados-membros, enquanto no risco associado aos produtos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares foi desenvolvida uma lista classificada de mais de 20 substâncias químicas que suscitam preocupação. Refere-se ainda a proteção de infraestruturas críticas, onde foi concluído um trabalho de desenvolvimento de indicadores de vulnerabilidade para a resiliência e proteção de infraestruturas críticas contra ameaças híbridas.

Nestas, o documento salienta que a cooperação entre entidades da UE - instituições, serviços e agências - tem sido fundamental para o progresso nas ameaças.
 
 

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