Google contesta decisão da CE e vai recorrer

2018-07-18 A Google já reagiu à decisão da Comissão Europeia. O seu CEO, Sundar Pichai, defende que o Android criou mais escolha para todos, não menos. E que Bruxelas ignora o facto de que o sistema operativo concorre com os telemóveis iOS, assim como a amplitude de escolha que o Android proporciona aos milhares de fabricantes de telefones e de operadores de redes móveis, assim como aos milhões de programadores de aplicações de todo o mundo que criaram os seus negócios com o Android. Por isso, vai recorrer.

No blog oficial da gigante tecnológica, um post do CEO, Sundar Pichai, refere que “se compra um smartphone Android, está a escolher uma das duas plataformas mobile mais populares do mundo - aquela que fez mais para expandir a escolha de telemóveis disponíveis em todo o mundo. Hoje, a Comissão Europeia anunciou uma decisão sobre concorrência contra o Android e contra o seu modelo de negócio”.

A decisão ignora que o Android concorre com o sistema iOS, da Apple, e “interpreta mal a amplitude de escolha que o Android proporciona aos milhares de fabricantes de telefones e de operadores de redes móveis que produzem e vendem dispositivos Android; aos milhões de programadores de aplicações de todo o mundo que criaram os seus negócios com o Android e aos milhares de milhões de consumidores que, atualmente, podem pagar e utilizar smartphones Android com tecnologia de ponta”.

O líder da Google defende que “hoje, e por causa do Android, tem uma escolha de entre 24 mil equipamentos, com todo o tipo de preços, de mais de 1,3 mil marcas diferentes, incluindo fabricantes de telemóveis holandeses, finlandeses, franceses, alemães, húngaros, italianos, letões, polacos, romenos, espanhóis e suecos.” Sendo os dispositivos produzidos todos diferentes, tem uma coisa em comum: “a capacidade de correrem as mesmas aplicações”.

A Google garante que “nenhum fabricante de telemóveis é sequer obrigado a aceitar estas regras - eles podem usar e modificar o Android de qualquer forma que queiram, tal como a Amazon fez com os seus Fire tablets e Fire TV sticks”.
Mas defende que as regras de compatibilidade do Andoid asseguram o sucesso das plataformas em código aberto, que precisam de equilibrar meticulosamente as necessidades de todos os que as usam. O Android ajuda ainda a manter uma proposta atractiva de longo prazo para todos.    

A empresa argumenta ainda que “um telefone típico vem pré-carregado com cerca de 40 aplicações de vários programadores, não apenas da empresa a quem comprou o telefone. Se preferir outras aplicações - ou navegadores de internet ou motores de pesquisa - às que foram pré-instaladas poderá desativá-las ou excluí-las facilmente e escolher outras aplicações, incluindo as aplicações desenvolvidas por alguns dos 1,6 milhões de europeus que ganham a vida como programadores de aplicações”.

A comprová-lo, refere que no ano passado mais de 94 mil milhões de aplicações foram descarregadas globalmente na nossa loja de aplicações Play; navegadores de internet como o Opera Mini e Firefox foram descarregados mais de 100 milhões de vezes e o UC Browser foi descarregado mais de 500 milhões de vezes.

A decisão de, a partir de 2007, a Google oferecer gratuitamente o Android aos fabricantes de telefones e às operadores de rede móveis foi um investimento que faz sentido, “porque podemos oferecer aos fabricantes de telemóveis a opção de pré-instalarem um conjunto de aplicações populares da Google (como a Pesquisa, o Chrome, o Play, os Mapas e o Gmail), das quais algumas geram receitas para nós, e todas ajudam a garantir que o telefone simplesmente funciona assim que sai da caixa”.

Mas “os fabricantes de telefones não têm de incluir os nossos serviços e são também livres de pré-instalarem aplicações concorrentes juntamente com as nossas. Isto significa que só obtemos receitas se as nossas aplicações forem instaladas e se as pessoas escolherem usar as nossas aplicações em detrimento das aplicações rivais”.

“A inovação rápida, escolha alargada e queda dos preços são sinais clássicos de uma concorrência robusta sendo que o Android permitiu todos eles. A decisão de hoje rejeita o modelo de negócio que o suporta. O Android criou mais escolhas para todos, não menos. Tencionamos recorrer”, adianta Sundar Pichai.
 

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