Tendências da mobilidade ditadas pela tecnologia

2019-04-23 Condução autónoma, mobilidade como serviço, intermodalidade e manutenção preditiva são as grandes tendências da mobilidade do futuro, impulsionadas por tecnologias como a inteligência artificial, cloud, big data, IoT, realidade aumentada e machine learning. Um estudo da Indra mostra que os novos modelos de mobilidade vão trazer muitas vantagens para os utilizadores, gestores e operadores e para a própria Administração Pública. Custos mais reduzidos, a possibilidade de redimensionar rotas em tempo real, condução mais segura e com menos impacto no meio ambiente, são algumas das vantagens.

O Relatório sobre Tendências para o Setor de Transportes, da Indra, analisa o contexto geopolítico, regulador, social, organizacional e tecnológico do setor, assim como os principais desafios e objetivos que em matéria de mobilidade estão na mira dos diferentes protagonistas desta transformação.

“A tecnologia é a verdadeira base para uma mobilidade inteligente e sustentável no século XXI. Mas é na velocidade da transformação que está o grande desafio deste setor”, refere Nuno Guilherme, diretor do Negócio de Transporte e Defesa da Indra em Portugal.

No centro da mobilidade terão que estar os utilizadores que, cada vez mais, querem ter um controlo maior das suas viagens. São, por isso, segundo Nuno Guilherme, “o eixo central de uma nova oferta de serviços de mobilidade integral, onde os operadores de mobilidade irão competir”.

Graças às tecnologias que permitem a economia partilhada, o big data e as soluções para a intermodalidade urbana e interurbana, os passageiros poderão usufruir de um transporte sem barreiras tecnológicas, assistido com informação em tempo real, adaptado às suas preferências e necessidades em cada momento, otimizado e com um custo mais reduzido.

Por exemplo, a partir de uma única aplicação, um utilizador poderá configurar o seu perfil, escolher vários meios de transporte, aceder a cada um deles indistintamente e pagar no final do mês em função da utilização que tenha feito, para além de poder receber prémios por ter escolhido opções mais sustentáveis.

Por sua vez, os operadores de autocarros, metro ou comboios, poderão dispor dentro de pouco tempo de um sistema de gestão integrada de rotas, centralizado e conectado com a informação dos passageiros e do tráfego, onde o machine learning e o big data permitirão redimensionar as rotas em tempo real ou gerar rotas à medida para utilizadores de outros meios de transporte. Desta forma, poderão realizar uma gestão mais inteligente, intermodal e otimizada dos seus serviços.

A mobilidade como serviço (MaaS) será, de acordo com a Indra, outra das tendências para a qual vão evoluir os gestores de tráfego e concessionárias de autoestradas, com soluções de acesso a determinadas vias ou taxas variáveis e pagamento em tempo real em função das condições da via, dia ou hora, a ocupação do veículo, entre outros.

O IoT e as novas comunicações móveis seguras permitirão o avanço do veículo conectado e/ou autónomo, que mudará radicalmente a experiência do utilizador nas suas viagens nas autoestradas, acedendo à máxima informação e assistência para uma condução mais segura e, inclusivamente, a conteúdos de lazer ou de outro tipo.

A otimização dos custos na manutenção das infraestruturas, a rastreabilidade das mercadorias e a otimização da denominada “última milha” e a entrega final, são os principais desafios para os proprietários de infraestruturas e os operadores logísticos, respetivamente. Estos últimos irão dispor de plataformas de gestão integrada de mercadorias com rastreabilidade total, assente em blockchain e smart contracts, conectadas com dados de tráfego em tempo real e que facilitem a distribuição com um menor impacto no meio ambiente, assim como otimizar a carga nos comboios e camiões.

Outras tendências do transporte serão, de acordo com o estudo, a manutenção preditiva das infraestruturas, assente em big data e inteligência artificial, o uso de veículos não tripulados (UAVs) para realizar revisões e da realidade aumentada para a formação de funcionários e assistência remota em reparações delicadas.

Para além das entrevistas a alguns dos principais atores do sector dos transportes e da mobilidade, a Indra elaborou este relatório tendo por base uma análise profunda que realizou para configurar a sua nova oferta para o sector, a Indra Mova Solutions, e o seu amplo conhecimento do sector, com mais de 2.500 projetos realizados em mais de 100 cidades e 50 países dos cinco continentes.

Também foi fundamental a sua experiência e o papel de líder que teve em alguns dos projetos e iniciativas de inovação mais relevantes do setor. Como a Shif2Rail, a principal iniciativa europeia de investigação e inovação no sector do transporte ferroviário; o macro projeto Transforming Transport, que utiliza o big data para melhorar a mobilidade; ou o projeto AUTOCITS, que testou a condução autónoma nas estradas de Lisboa, Madrid e Paris, entre muitos outros projetos.
 

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