UE ultrapassa EUA mas perde face ao Japão e Coreia na inovação

2019-06-17 O desempenho da UE na inovação está a melhorar desde há quatro anos consecutivos e, pela primeira vez, a inovação europeia superou a dos Estados Unidos. No entanto, continua a perder terreno em relação ao Japão e à Coreia do Sul e a China está a aproximar-se rapidamente. Os dados são dos Innovation Scoreboard e Regional Innovation Scoreboard, que acabam de ser publicados pela Comissão Europeia. Portugal lidera numa área específica de inovação, as PME inovadoras.

Estes dados complementam as recentes recomendações específicas por país (REP) feitas pela Comissão, no âmbito do Semestre Europeu, que destacam o papel da investigação e da inovação e incluem recomendações para incentivar o aumento da produtividade e da competitividade.

“Os Innovation Scoreboards da CE ajudam os estados-membros, as regiões e a UE no seu conjunto a identificar as áreas em que são necessárias reformas para reforçar a liderança da Europa no domínio da inovação”, diz Elżbieta Bieńkowska, Comissária responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, em comunicado da CE.

“Inovação significa emprego e crescimento no futuro. Congratulo-me com os progressos gerais realizados na UE. Todavia, para se manterem na frente da corrida mundial, tanto a UE como os estados-membros têm de continuar a investir e a desenvolver as políticas adequadas para que a inovação possa prosperar”, acrescenta Carlos Moedas, Comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação.

“Os fundos da política de coesão da UE são um dos principais motores da inovação e do desenvolvimento sustentável. As empresas em fase de arranque e as pequenas empresas ajudam a criar modelos empresariais no setor digital ou ecológico. No entanto, os polos de inovação podem também crescer em países com economias menos fortes.São estes resultados que nos ajudam a apoiar a inovação nos ecossistemas regionais, incluindo nas regiões menos desenvolvidas”, destaca Corina Crețu, Comissária responsável pela Política Regional.

Com base na sua pontuação, os países europeus dividem-se em quatro grupos: líderes da inovação, grandes inovadores, inovadores moderados e inovadores modestos. A Suécia é a líder da inovação da UE em 2019, seguida da Finlândia, Dinamarca e Holanda. Reino Unido e Luxemburgo passaram do grupo dos líderes da inovação para o grupo dos grandes inovadores, enquanto a Estónia entrou pela primeira vez no grupo dos grandes inovadores.

Em média, o desempenho da UE em matéria de inovação progrediu 8,8 % desde 2011. Desde 2011, o desempenho melhorou em 25 países da UE. Esta melhoria de desempenho foi mais notória na Lituânia, Grécia, Letónia, Malta, Reino Unido, Estónia e Holanda, tendo a diminuição sido mais acentuada na Roménia e Eslovénia.

A nível mundial, a UE ultrapassou os Estados Unidos e a liderança em relação ao Brasil, Índia, Rússia e África do Sul continua a ser considerável. A China, contudo, está a recuperar de forma três vezes mais rápida do que o crescimento do desempenho da UE em matéria de inovação. E face ao Japão e à Coreia do Sul, a UE tem vindo a perder terreno.

Por áreas específicas de inovação, os líderes da UE são: a Dinamarca nos recursos humanos e condições propícias à inovação; o Luxemburgo, nos sistemas de investigação atrativos; a França, no financiamento e apoio; a Alemanha, nos investimentos das empresas; Portugal , nas PME inovadoras; a Áustria nas ligações; Malta nos ativos intelectuais; e a Irlanda nas repercussões no emprego e nas vendas.

O Innovation Scoreboard foi divulgado em conjunto com Regional Innovation Scoreboard, que apresenta uma avaliação comparativa do desempenho dos sistemas de inovação em 238 regiões de 23 Estados-Membros da EU. Chipre, a Estónia, a Letónia, o Luxemburgo e Malta estão incluídos no nível nacional. Este painel regional abrange ainda regiões da Noruega, Sérvia e Suíça.

De acordo com este trabalho regional, as regiões mais inovadoras da UE são Helsínquia-Uusimaa (Finlândia), seguida de Estocolmo (Suécia) e Hovedstaden (Dinamarca). Em relação a 159 regiões, o desempenho nos últimos nove anos, com o trabalho a demonstrar uma forte convergência no desempenho regional, com uma diluição das diferenças de desempenho entre as regiões.

Pelas contas da CE, cerca de dois terços do crescimento económico da Europa nas últimas décadas foram impulsionados pela inovação. Cada euro investido pelo programa europeu de investigação e inovação Horizon Europe poderá gerar um retorno até 11 euros a 25 anos. Bruxelas prevê que os investimentos em investigação e inovação venham a gerar até 100 mil novos postos de trabalho em atividades de investigação e inovação entre 2021 e 2027.
 

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