Vodafone vende operação na Nova Zelândia por 2,2 mil milhões

2019-05-14 A britânica Vodafone vendeu a sua operação na Nova Zelândia por 2,2 mil milhões de dólares a um consórcio de investidores em infraestruturas. O grupo continua assim a desinvestir no mercado global, concentrando-se cada vez mais na Europa, onde a conclusão bem-sucedida da compra da Liberty vai consolidar a gigante como das maiores empresas de telecomunicações europeias.

O consórcio comprador inclui a Canada’s Brookfield Asset Management e a New Zealand’s Infratil Limited, que ficam agora com a Vodafone NZ, que tem dois milhões de subscritores móveis e 500 mil clientes fixos. Já em 2017 a Vodafone tinha tentado vender a operação à Sky Network Television por 3,4 mil milhões de dólares, mas a operação não foi aprovada pelo regulador, que considerou que se criaria um monopólio.

O grupo está cada vez mais envolvido no mercado europeu, sobretudo depois de ter chegado a acordo para a aquisição dos ativos de cabo da Liberty Global na Alemanha e na Europa de Leste por 18,4 mil milhões de euros.

Para aliviar as possíveis preocupações de concorrência dos reguladores europeus, a Vodafone já disse que permitirá o acesso grossista da Telefónica Deutschland à sua rede a cabo na Alemanha. O objetivo é ter luz-verde para o negócio, que estará na base de uma das mais significativas consolidações em mais de uma década do setor das telecomunicações no continente europeu.

O acordo com a Liberty consolidará a Vodafone como uma das maiores empresas de telecomunicações da Europa, colocando o grupo numa posição melhor para enfrentar a Deutsche Telekom.

Na semana passada, a Vodafone sofreu um golpe na sua estratégia de desinvestimento fora da Europa. É que o regulador australiano bloqueou a proposta de fusão, avaliada em 10,4 mil milhões de dólares, com a rival TPG Telecom, por receios em torno da concorrência. As duas empresas já disseram que vão contestar a decisão no tribunal.  O negócio na Nova Zelândia também que terá que passar pelo crivo do regulador do país.
 

2019-08-02 | Atualidade Nacional

Sentido provável de decisão segue agora para consulta pública


Há menor procura dos modelos topo de gama


2019-07-25 | Breves do Sector

Nas modalidades de carregamento e pagamento por fatura