40% das organizações sociais não sabem como maximizar dados que recolhem

2020-09-15 Cerca de 77% das organizações de impacto social em Portugal não estão familiarizadas com o conceito de ciência de dados, apenas 9% diz ter os recursos técnicos necessários para a sua implementação e só 7% afirma ter recursos financeiros para isso. No entanto, depois de explicado o conceito e as possíveis aplicações, quase 80% do setor social vê benefícios em utilizar esta ciência nas suas atividades. Potenciar atividades de angariação de fundos e melhorar a sua precisão e eficiência para atingir o seu público-alvo são as principais vantagens identificadas.

As conclusões são de um estudo da nova SBE sobre a tomada de decisão baseada em dados nas organizações sociais portuguesas, nomeadamente instituições com atividades ligadas ao serviço social (centros sociais e lares), ou outras atividades relacionadas com as áreas da educação, saúde, proteção ambiental e bem-estar animal ou cultura, entre outras.

Do universo de 243 organizações que participaram no estudo, mais de três quartos (77%) referem não estar familiarizadas com o conceito de data science (Ciência de Dados) e apenas 14% tiveram formação em Ciência de Dados ou transformação digital nos últimos dois anos.

O estudo revela que, embora muitas organizações se sintam intimidadas pela Ciência de Dados e pela tomada de decisões orientada a dados, a maioria já possui uma prática bastante forte de recolha de dados. De acordo com relatório, 82% das organizações sociais portuguesas recolhem dados fisicamente, 68% digitalmente, 72% afirmam saber que tipo de dados devem recolher e mais de metade (58%) diz saber recolher esses dados.

No entanto, apenas 57% das organizações manifestam saber como agir de acordo com a informação recolhida - ou seja, existe ainda bastante incerteza por parte destas organizações em como atuar com base nos dados que recolhem, não estando os potenciais benefícios da aplicação da Ciência de Dados nas suas atividades diárias a ser maximizados.

Após explicar às organizações o conceito e as aplicações desta ciência, 78% conseguem ver o benefício da sua implementação, e mais de metade (53%) conseguiram identificar as vantagens da aplicação de Ciência de Dados nas suas atividades.

Entre as principais vantagens identificadas por estas organizações na implementação de Ciência de Dados destacam-se a sua capacidade para potenciar atividades de angariação de fundos e donativos, e a sua precisão e eficiência para atingir os seus diferentes públicos - quer aqueles que necessitam de ajuda, quer aqueles que querem ajudar.

O estudo mostra ainda que as principais barreiras à implementação da Ciência de Dados são a falta de pessoal qualificado, a falta de recursos tecnológicos e a falta de recursos financeiros. Apenas 7% destas organizações afirmam ter recursos financeiros disponíveis para a implementação de data science, e apenas 9% manifestam ter os
recursos técnicos para este efeito.

O relatório conclui que, em média, a maioria das organizações deseja basear a sua tomada de decisão em dados, mas não planeia implementar a Ciência de Dados nas suas operações a curto prazo.

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