Altice lamenta opção da Anacom por avançar com migração remota da TDT

2020-10-20 Depois do líder da Anacom ter afirmado publicamente que a migração da TDT, da responsabilidade da Altice, através da MEO, não se deverá atrasar, uma vez que se optou por uma ressintonia remota dos emissores, realizada por um fornecedor alemão, o operador veio lamentar a decisão do regulador, considerando que desconsiderou os impactos da pandemia.

Em declarações á agência Lusa, fonte oficial da Altice Portugal lamentou que o "regulador tenha optado por avançar com a migração da TDT através de ressintonia remota dos emissores e que continue a não olhar para este processo de forma ponderada, realista e séria, desconsiderando a evolução e os impactos da situação pandémica da Covid-19, que levou à declaração de situação de calamidade em todo o território nacional continental".

A Altice esclarece que no início deste mês, "depois de ter conhecimento da posição adotada pelo fornecedor Rhode  & Schwarz de que não iria autorizar a deslocação dos seus técnicos a Portugal Continental [...] devido ao agravamento da situação pandémica no país",  o operador alertou as entidades responsáveis sobre as restrições do fornecedor e apresentou uma alternativa segura para o processo de migração da TDT.

Esta alternativa passava por antecipar a migração dos emissores da Região Autónoma da Madeira - atualmente prevista para o final do calendário, entre 14 e 18 de dezembro - para o período entre 19 de outubro e 30 de outubro. Mas o regulador optou por manter a decisão.

"De forma insensível e pouco prudente, o regulador preferiu não ouvir quem lidera o processo tecnológico e decidir à margem de todas as recomendações, ignorando todos os riscos técnicos associados a esta operação", referiu fonte do grupo de comunicações. Que adantou que a ressintonia remota de emissores, sem a implementação prévia das medidas mínimas de mitigação de risco identificadas pela Altice Portugal, representam um risco enorme.

Por isso, "a Altice Portugal reafirma que não aceitará qualquer responsabilidade por ressintonias mal ou inadequadamente realizadas que se traduzam, entre outras consequências, em interferências, inexistência ou má qualidade do serviço TDT, ou em qualquer utilização inadequada do espectro radioelétrico utilizado por estes emissores".

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