Altice sobe receitas em 2019 após uma década de quedas

2020-03-24 Depois de mais de uma década de descidas, a Altice Portugal conseguiu encerrar o exercício de 2019 com um crescimento de 1,7% nas receitas, que se fixaram em 2,11 mil milhões de euros. Esta performance positiva foi transversal a todas as áreas de negócio do grupo, que antecipa manter em 2020 o seu caminho e trajetória, "mesmo que tenha de fazer alguns realinhamentos e adaptações".

 Assim, o operador conseguiu em todos os trimestres do ano passado obter crescimentos homólogos positivos, num resultado transversal a todos os segmentos de negócio: o Consumo cresceu 0,9% e os Serviços Empresariais 2,8%, com os dois segmentos a inverterem a performance negativa registada em 2018 com -3,8% e -2,3%, respetivamente.

O EBITDA acompanhou a evolução da receita, fixando-se em 832 milhões de euros em 2019, com uma estabilização face ao ano anterior. Analisando só o quarto trimestre de 2019, este indicador apresentou um resultado ligeiramente inferior face ao mesmo período do ano anterior.

O grupo registou um investimento (CAPEX) de 436 milhões de euros, mais 2,9%, com a aposta na expansão da rede móvel 4G de fibra ótica, para alcançar a meta de 5,3 milhões de casas em 2020. "O último trimestre do ano é revelador dessa estratégia com um investimento de 140 milhões de euros, o mais elevado dos últimos 16 trimestres", diz a empresa. No final do ano passado, tinha 4,9 milhões de casas passadas com fibra ótica, com um aumento 425 mil casas passadas no ano.

Por segmentos de negócio, o móvel conseguiu mais 42 mil adições líquidas em planos pós-pagos no 4º trimestre, "tendo vindo a registar crescimentos há 11 meses consecutivos", alcançando os 122 mil novos clientes no total do ano.

Já no negócio fixo (voz, banda larga e tv), a MEO conseguiu mais 28 mil e 80 mil novas adições no 4º trimestre do ano e no total do ano, respetivamente. Destaca-se o crescimento no serviço tv, cujas adições líquidas subiram 18 mil no último trimestre e 72 mil no total do exercício.

Para este ano, a empresa salienta que "a atual situação que o país e o mundo estão a viver traz desafios desconhecidos". Mas garante ser "uma empresa resiliente",  que estás "enquadrada num dos maiores grupos de telecomunicações a nível mundial, o que lhe permite manter o seu caminho e trajetórias futuras, mesmo que tenha que fazer alguns realinhamentos e adaptações".

Para já, a prioridade é "garantir a segurança de todos os nossos colaboradores e garantir o funcionamento pleno dos serviços de comunicações, assegurando a manutenção das infraestruturas críticas e a proteção das redes de telecomunicações, fundamentais para ligar as pessoas, as empresas, os organismos públicos e toda a sociedade em geral".

Garante ainda estar "preparada para brevemente disponibilizar tecnologia 5G para que todos os portugueses e empresas maximizem o benefício da acessibilidade a esta nova tecnologia". "Mesmo com a suspensão do processo de consulta pública sobre o Projeto de Regulamento do Leilão 5G, acreditamos que esta nova tecnologia, em devido tempo, será um verdadeiro game changer trazendo consigo um desafio dirigido às empresas: a transição digital", acrescenta.

Deixa ainda claro que continuará "na senda da consolidação do investimento em novas áreas de negócio de forma a prestar ao cliente um serviço cada vez mais diversificado, sendo disso exemplo a recente aposta nas áreas de Energia (MEO Energia), contact centers e bilhética". E que quer reforçar quota de mercado no B2C, "embora num quadro regulatório mais exigente (nomeadamente pela revisão da Lei das Comunicações eletrónicas) e da pressão ao nível do ARPU" e consolidar a marca no B2B.

Por fim, antecipa ainda a "manutenção de um ambiente regulatório agressivo e hostil, com potencial impacto negativo em todo o setor e que tem causado mal-estar e reações fortes de todos os players da indústria contra o regulador setorial".

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