ANACOM quer banda larga móvel em 90% das zonas rurais em 5 anos

2020-09-24 A cobertura de banda larga móvel 4G nas regiões de baixa densidade populacional terá de alcançar os 75% desses territórios em três anos e 90% num timing a cinco anos, garantindo não só voz como velocidades de internet de, pelo menos, 100Mbps. Este objetivo consta das obrigações definidas para os operadores no projeto de regulamento de leilão para o 5G.

A garantia foi dada pelo presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, em declarações aos jornalistas após uma reunião com autarcas do Tâmega e Sousa, realizada na sede da Comunidade Intermunicipal, para tratar do processo de migração da rede da TDT, que arrancará a 28 de setembro, com o emissor de Rio Arda, e terminará a 2 de novembro, com o emissor de Vizela.

De acordo com a agência Lusa, o líder do regulador reconhece que, por vezes, nem sequer é possível fazer chamadas de voz nestes territórios de baixa densidade. E que este alargamento de cobertura de grande relevância para a economia e coesão das regiões. A implementação dessa cobertura móvel passará pela partilha das infraestruturas de redes móveis pelos diferentes operadores, através do roaming nacional, à semelhança do que acontece em mercados como Espanha ou França, adiantou.

João Cadete de Matos considera que o roaming nacional permitiria reduzir os custos no país, reiterando que temos "as comunicações mais caras da Europa". Irá ainda acelerar a expansão das infraestruturas para zonas com menos utilizadores e garantirá mais concorrência, com a eventual entrada de novos operadores. "Precisamos de mais concorrência", afirmou.

Por isso, defendeu mesmo a possibilidade de o roaming nacional poder ser obrigatório, beneficiando do "consenso" entre a classe política sobre a estratégia nacional para a expansão das comunicações de banda larga no país. Na sua ótica, e como tem vindo a defender,  a partilha das infraestruturas deve ser o caminho a seguir para fazer chegar a fibra ótica e a internet de alta velocidade a muitas regiões que ainda não têm esse recurso, dando como exemplo vários concelhos do Tâmega e Sousa, no distrito do Porto, que têm taxas de cobertura inferiores a 40%.

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