Cofina tem luz-verde para comprar dona da TVI

2020-01-06 Está confirmado oficialmente. A AdC não se opõe à compra da Media Capital pela Cofina, por não criar entraves significativos à concorrência. A operação deverá estar concluída no final de fevereiro, pagando a Cofina menos 50 milhões que o proposto aos espanhóis da Prisa. A 29 de janeiro, os acionistas dos dois grupos terão as respetivas assembleias gerais.

Em comunicado emitido no final de dezembro, a Autoridade da Concorrência (AdC) admite que a entidade resultante da fusão “ficará com posições de relevo em vários mercados em que está envolvida”, mas destaca que essas posições “são prévias à operação de concentração” e que “nos casos em que existe sobreposição, o acréscimo decorrente é pequeno, não suscitando preocupações jusconcorrenciais”.

“As atividades das partes sobrepõem-se, no lado dos utilizadores, nos mercados dos canais de acesso condicionado para televisão por subscrição, da imprensa e conteúdos digitais e, no lado dos anunciantes, nos mercados da publicidade televisiva e online. As alterações estruturais decorrentes destas sobreposições são de pequena dimensão e, consequentemente, não são suscetíveis de criar entraves significativos à concorrência”, adianta o comunicado.

A Cofina adiantou, entretanto, os passos que faltam para poder comprar a dona da TVI e fechar o negócio, o que deverá ser feito até final de fevereiro. Num comunicado à CMVM, o grupo de Paulo Fernandes diz faltarem 4 quatro passos: autorização da concentração pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC); aprovação pela assembleia geral dos espanhóis da Prisa; aprovação pelas entidades financiadoras da Prisa da alienação das ações da Vertix (empresa detida pela Prisa e que controla as ações da Media Capital); e aprovação do aumento de capital da Cofina.

Tendo em conta que para a AdC aprovar a operação a ERC teve de dar o seu parecer vinculativo, não se opondo ao negócio, o primeiro passo será fácil. Já quanto aos dois seguintes, os acionistas da Prisa vão reunir-se para votar a operação a 29 de janeiro, dia em que também os acionistas da Cofina aprovam em assembleia geral o aumento de capital, necessário à compra da Media Capital. 

O valor da operação foi também revisto em baixa.  Ao invés dos 255 milhões de euros iniciais oferecidos pela Cofina, envolverá agora 205 milhões de euros, sendo 123,29 milhões referentes à compra propriamente dita e remanescente em dívida acumulada pela Media Capital, que detém entre os seus ativos, além da TVI, com a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África, um conjunto de rádios em que se destaca a Comercial.

A revisão em baixa de 50 milhões de euros no valor da compra foi acordada entre as partes antes do Natal, num aditamento ao acordo assinado a 20 de setembro. “A modificação reflete o acordo entre as partes para dar a certeza total da execução da operação”, justifica o acionista maioritário da Media Capital, a espanhola Prisa, com 95% do capital.

Assim, a Cofina vai pagar menos à Prisa, mas tem de manter o valor proposto, de 10,5 milhões de euros, para adquirir as ações dos acionistas minoritários da Media Capital. Recorde-se que o grupo de Paulo Fernandes detém títulos como o Negócios, CM, Record e Sábado, além da CMTV. O grupo antecipa sinergias de pelo menos 45 milhões de euros.
 

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