Digitalização no turismo pode criar mais 50 mil empregos

2019-11-26 O mercado nacional poderá criar 50 mil novos postos de trabalho na área do turismo nos próximos anos, se for feito um maior investimento na infraestrutura digital, nas competências digitais e se for registada uma maior atividade digital. A conclusão é de um estudo da Oxford Economics, encomendado pela Google, que considera estes como fatores críticos de sucesso para atingir os objetivos.

O trabalho mostra que as melhorias na conectividade digital, desde 2012, geraram quase 50 mil novos empregos no turismo, uma proporção significativa face aos 250 mil empregos totais criados pelo setor entre 2012 e 2018. Os impactos estimados sobre o emprego são totalmente consistentes com um adicional de 1,3 mil milhão de euros em gastos com turismo, de acordo com a estratégia de turismo de Portugal, bem como com as expectativas da Oxford Economics em relação ao PIB e emprego e à pesquisa anual de impacto económico do WTTC.

“Ainda existe uma oportunidade real de continuar a crescer o turismo português por meio do online. Isso pode incluir interações online aumentadas com potenciais viajantes por meio de canais preferidos de reservas e informações, além de maior alcance para novos mercados para Portugal e mais distante do país, como Estados Unidos, Brasil e China. As interações online podem estimular a procura e ajudar Portugal a ganhar participação de mercado dos concorrentes”, explica David Goodger, Managing Director da divisão de Economia do Turismo da Oxford Economics.

Segundo o estudo, cada vez mais, os viajantes procuram plataformas digitais, antes, durante e depois das viagens, uma dinâmica na qual o conteúdo online é a fonte mais confiável de informações de viagens. Cerca de 80% das viagens globais são influenciadas por conteúdos digitais.

Os viajantes estrangeiros estão mais conectados que os residentes portugueses e preferem serviços digitais. O acesso móvel pode beneficiar os viajantes e o setor de viagens português, especialmente se as estratégias de negócios online forem direcionadas para os requisitos de viajantes internacionais. No geral, os turistas estão cada vez mais a usar dispositivos móveis para pesquisar destinos, inclusive enquanto viajam.

Ainda segundo o estudo, cerca de 61% dos viajantes fazem o download de aplicações relacionados a viagens antes das viagens, enquanto 87% dos millennials dizem que seus smartphones são o item de viagem mais essencial.  Ao ser o mobile a principal experiência dos utilizadores, o tempo e o desempenho são fundamentais.

Um estudo da Google mostra que websites mobile que carregam em 5 segundos conseguem obter 2x mais receitas de publicidade mobile do que os websites que têm tempo de carregamento de 19 segundos. Esse fator é reforçado em outro estudo, também da Google, que revelou que 53% das visitas são abortadas se o website mobile demorar mais de 3 segundos a carregar e vai piorando à medida que o tempo de carregamento aumenta.

O trabalho da Oxford Economics conclui que a percentagem de receita gerada pelo setor de alojamentos através do comércio eletrónico é maior do que na economia em geral na grande maioria da Europa. Essa importância é ainda maior em Portugal, onde cerca de 40% da rotatividade do setor de acomodações é contabilizada pelas vendas online através de sites de negócios e outras plataformas, incluindo OTAs, em comparação com apenas 18% em outros setores. Com base em análises feitas por outras entidades, verifica-se que a inovação com base em insights aumenta a produtividade - em geral, o aumento médio foi encontrado entre 5% e 13%, com impactos positivos na experiência dos consumidores

Não só as grandes empresas beneficiam de uma estratégia digital, mas, com o fácil acesso e a proliferação de novas plataformas, as PME portuguesas podem facilmente competir com as empresas de maior dimensão continuando a integrar tecnologia no seu negócio e a proporcionar serviços adaptados aos seus consumidores. O estudo mostra que as empresas de turismo nacionais ficaram abaixo da média da UE em várias medidas de adoção de TIC e o país foi classificado como o mais baixo em termos de empresas com sites (de acordo com a pesquisa da Comissão Europeia para o portal de Prestação de TIC e Suporte às Empresas de Turismo).

“As pequenas empresas são um motor essencial de inovação e crescimento da economia, e embora a Internet tenha criado muitas novas oportunidades, também introduziu uma complexidade que muitos proprietários não têm tempo para navegar - ainda que eles saibam que o sucesso depende de encontrarem novos clientes e mantê-los”, destaca José Maria Júdice, Industry Manager da Google para o turismo em Portugal.

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