Fim do Estado de Emergência altera consumo de comunicações

2020-05-14 Na semana seguinte ao fim do Estado de Emergência, entre 4 e 10 de maio, o perfil de consumo das comunicações nacionais registou alterações. Pela primeira vez, o tráfego de dados fixos recuou 5%, enquanto o tráfego de dados móveis e a voz fixa e móvel voltou a subir. Tal como as encomendas postais, mostram dados da ANACOM.

Assim, o tráfego de voz aumentou 6% face à semana anterior, enquanto que o tráfego de dados caiu 5%. Esta descida nos dados ficou a dever-se à queda de 5% verificada no tráfego fixo, já que o tráfego de dados móveis aumentou 3%. Já no tráfego de voz, tanto no fixo como no móvel aumentaram 6%.

Apesar da diminuição verificada na semana em análise, o tráfego de dados encontra-se ainda 47% acima do verificado no período pré-COVID19, representando os dados fixos 96% do total do tráfego de dados. O tráfego de voz foi 23% superior ao registado na semana anterior à declaração de pandemia. A voz móvel tem um peso de 88% no total do tráfego.

Os dados mostram ainda que o número de acessos em local fixo tem crescido, aumentando 0,6% em comparação com período pré-COVID19, enquanto o número de acessos móveis diminuiram entre 0,3% e 2,8%%, consoante o tipo de acesso.

O tráfego médio semanal por utilizador foi, no mínimo, de 20 minutos de voz fixa, 66 minutos de voz móvel, 36 GB nos dados fixos e 0,8 GB nos dados móveis.

O regulador destaca ainda que na semana em análise também se verificou uma redução ligeira do número de testes à velocidade da internet realizados diariamente com o NET.mede, apesar de continuarem muito acima daquilo que se registava na fase pré-COVID19.

No caso dos acessos fixos residenciais, foram feitos 4.120 testes, ligeiramente abaixo dos 4.216 registados na semana anterior, mas ainda assim mais do dobro dos testes que eram feitos antes da pandemia (cerca de 2.000 testes/dia). Nos acessos móveis, o número médio diário de testes (cerca de 1.200) quase triplicou comparando com o período antes da pandemia - na semana de 4 a 10 de maio abrandou ligeiramente, para 1.076 testes por dia.

Refira-se ainda que a realização de testes (acessos fixos e móveis) deixou de ter um pico ao final do dia (entre as 18h e as 22h) e passou a registar uma distribuição mais homogénea ao longo do dia, o que se pode explicar pela realização de teletrabalho e ensino online. No caso dos acessos fixos verificam-se picos ligeiros pelas 15h e pelas 17h; e nos acessos móveis pelas 12h, 16h e 22h.

Comparando a semana em análise com o período anterior à pandemia, Lisboa e Porto foram os concelhos com o maior aumento do número médio diário de testes em termos absolutos (mais 1.523 em Lisboa e mais 634 no Porto), seguido de Oeiras (mais 102). Nos testes realizados através de acessos móveis, estes são também os concelhos com mais testes à velocidade: Lisboa lidera, seguindo-se Oeiras e em terceiro lugar o Porto.

Já no que se refere ao tráfego de encomendas postais, manteve-se a tendência de crescimento. Nesta semana, o reforço foi de 20% face à semana anterior e atingiu o valor mais elevado no período analisado, 28% acima do registado na semana anterior à entrada em vigor das medidas excecionais e temporárias associadas ao COVID-19.

As encomendas nacionais aumentaram 17%, enquanto as encomendas internacionais de saída aumentaram 51% e as encomendas internacionais recebidas do exterior aumentaram 30%.z


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