IBM Think Summit Lisboa debate tecnologia e futuro

2019-05-30 A aceleração da transformação dos negócios, através do recurso à inteligência artificial (IA) e às vantagens da cloud híbrida, e o seu impacto nas empresas, nas organizações e na sociedade estiveram em destaque no Think Summit 2019, da IBM Portugal. Com a rápida evolução tecnológica, há que avançar para uma nova fase, ainda mais distuptiva.

“Vivemos momentos muito disruptivos e sem precedentes. A transformação digital está a acelerar e com a cada vez mais rápida evolução tecnológica estamos a entrar num novo capítulo”, afirmou António Raposo de Lima, presidente da IBM Portugal, no arranque do Think Summit 2019, evento organizado anualmente pela empresa, que reúne especialistas da IBM, parceiros e clientes.

Para o gestor, que abordou o tema “Let’s Put Smart to Work”, está a entrar-se no 2º capítulo da transformação digital, dominado pelas soluções de inteligência artificial e pela abordagem multicloud. Depois de uma 1ª fase onde as empresas e organizações avançaram com a transformação digital para tirar partido dos dados, que continuam a aumentar exponencialmente, para digitalizar processos e mudar no front-office, o passo seguinte será a clouditização, tendo em conta que apenas 20% das empresas avançaram com a cloud e apenas 4% usam efetivamente a IA no seu processo de transformação.

“Nesta 2ª fase, resultará uma profunda transformação dos processos de negócio, escalando a IA nas empresas num ambiente de cloud híbrida. A economia das plataformas é o caminho inexorável e a grande questão é saber como acelerar e avançar”, acrescentou, mostrando-se convicto de que este é um processo que está ainda no início, embora destaque que existem já muito exemplos que mostram que a IA e o novo mundo das plataformas são já uma realidade.

“Estamos a passar de uma IA narrow, que trata de problemas específicos, para uma IA broad, mais alargada e disruptiva. E o que vemos mais além, em 2050, é uma IA a caminhar para a generalização, mais revolucionária” acrescentou, salientando que “não é a tecnologia nem a sua integração, mas as pessoas que são o mais importante. A era cognitiva é a era da criatividade, do talento, da inovação e das pessoas. Temos que aproveitar todas as nossas capacidades e criar em conjunto um novo mundo”.

Já Sam Lightstone, CTO for Data & IBM Fellow da IBM Canadá, falou sobre “Data and AI: The largest Technology Disruption in 240 years”. O especialista abordou a forma como a IA está a alterar a ciência da computação e a prática da codificação. Noel Bravo, Vice President Hybrid Cloud da IBM, com o tema “Accelerating the Enterprise Cloud Journey”, abordou a importância da cloud para as empresas. E Chieko Asakawa, IBM Fellow da IBM Research, centrou-se no relevante tema da “AI for Acessibility”. A investigadora invisual demonstrou ao vivo as inovações desenvolvidas com o propósito de otimizar a qualidade de vida de pessoas com deficiência visual.

Na mesa de debate que se seguiu, líderes de empresas e entidades de vários setores de atividade, todas parceiras da IBM, deram a sua visão do momento tecnológico disruptivo atual e da forma como isso está a impactar a respetiva operação. Todas estão em processo de transformação para o digital, intensificando as respetivas mudanças. O papel da regulação, a necessidade de mais talento e a criação de ecossistemas foram temas em debate.

Carlos Gomes da Silva, Presidente da Comissão Executiva da Galp, começou por considerar que a utilização de soluções de IA está já a fazer a diferença no grupo, sendo uma ferramenta de apoio à operação com resultados muito positivos. Dulce Mota, presidente do Banco Montepio, garantiu que o banco está em disrupção, em alguns casos muito grande, incorporando todas as transformações tecnológicas e de mercado.

Já Sofia Ferreira, country manager da Mundipharma Portugal, também está a apostar em soluções disruptivas que vão ao encontro das necessidades do setor da saúde. E António Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, considerando-se um gestor de território, que tem que dar resposta às mais variadas necessidades em múltiplas áreas, está a apostar na criação de um ecossistema de qualidade de vida para captar e reter pessoas, o que passa pela atração de investimentos e pelo desenvolvimento económico.

A acompanhar estas entidades, o líder da IBM destaca que “a diferença está na liderança em fazer. Há todo um caminho par desbravar para que as organizações passem para esta 2ª fase da revolução digital”. Aqui, ter uma visão global, porque o mercado é global, e as competências certas são fatores chave para fazer a diferença, tal como trabalhar em parceria.

Pedro Siza Vieira, Ministro Adjunto e da Economia, encerrou a parte da manhã deste evento.
 

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