Impresa centra-se no audiovisual e digital

2017-08-24 O grupo Impresa está a proceder a um “reposicionamento estratégico da sua atividade”, no âmbito do plano estratégico definido até 2019. O que significa que vai reduzir a “sua exposição ao setor das revistas”. Em causa está a venda ou o encerramento de títulos como a Visão, Exame ou Ativa, entre outros. Só deverá manter o Expresso e a Caras.

“No seguimento do Plano Estratégico elaborado para o triénio 2017-2019, a Impresa procederá a um reposicionamento estratégico da sua atividade, que implicará uma redução da sua exposição ao setor das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”, refere o grupo de Francisco Pinto Balsemão em comunicado à CMVM.

Adianta ainda que “iniciou um processo formal de avaliação do seu portfolio e respetivos títulos, que poderá implicar a alienação de ativos. A prioridade passa por continuar a melhorar a situação financeira do grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial”.

Este comunicado surge na sequência de noticias ontem divulgadas de que a Impresa, através do seu CEO, Francisco Pedro Balsemão, anunciou aos diretores a intenção de vender o negócio de puslishing do grupo. O que inclui 13 revistas, entre as quais a Visão, Visão Júnior e Visão História, Activa, Blitz, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, TeleNovelas, TV Mais e Jornal de Letras, Artes e Ideias. A intenção será de manter apenas o semanário Expresso e, segundo alguns meios, a revista Caras, sendo que a alternativa à venda será o encerramento. Em causa estão cerca de 200 colaboradores da Impresa que trabalham nesta área.

O objetivo é melhorar a situação financeira do grupo, através de uma reorientação da estratégia para a televisão e para o digital. Há meios que adiantam que a decisão terá sido acelerada pela pressão dos bancos credores da Impresa, que falhou recentemente uma emissão de dívida.

O grupo não adianta pormenores, mas vários meios dão conta de que haverá já potenciais compradores interessados na compra dos títulos, que poderão vir a ser alienados individualmente. Haverá já conversações em curso nesse sentido, sendo a Visão o título mais apetecível. A Impresa pretende concluir esta reestruturação até final do ano.

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