NOS reduz dividendos para investir no 5G

2020-02-21 A NOS registou em 2019 resultados líquidos de 143,5 milhões de euros, mais 4,3% que um ano antes. As receitas de exploração foram de 1,599 mil milhões (mais 1,5%), sendo que 1,522 mil milhões vieram das telecomunicações (mais 1,1%). Tendo em conta os investimentos a realizar, nomeadamente no 5G, o operador propõe uma redução de 21% nos dividendos aos acionistas. Ainda assim, vai entregar o total dos lucros.

"Tendo em conta os ambiciosos planos de transformação, o conselho de administração decidiu recomendar o pagamento de um dividendo de 27,8 cêntimos por ação, o que corresponde ao pagamento de 100% do resultado líquido. Esta remuneração acionista mais conservadora permite assegurar maior flexibilidade financeira, garantindo ainda assim um retorno atrativo de 6,2% por ação", refere o CEO da NOS, Miguel Almeida, no comunicado à CMVM.

Onde adianta que "em 2020, iremos acelerar o ritmo de transformação interna, dando mais passos importantes na construção da nova NOS. Este será também um ano crítico na frente externa, com vários processos que formatarão uma parte importante do nosso futuro".

O gestor considera que "apesar da injustificada e desadequada hostilidade regulatória, as nossas pessoas, a nossa base de ativos e o percurso que até aqui percorremos, traduzido nos resultados alcançados, permitem-nos encarar o futuro com absoluta confiança".

No exercício de 2018, a NOS distribuiu 180,3 milhões de euros em dividendos, quando os lucros obtidos foram de 141,4 milhões. "O conselho de administração aprovou uma proposta de dividendo que seja mais consentânea com as limitações atuais em torno da visibilidade das potenciais implicações operacionais e financeiras dos termos do próximo leilão de espetro 5G, que apenas serão conhecidos mais tarde, no decorrer deste ano", explica a empresa no comunicado.

Recorde-se que a proposta de regulamento do leilão definida pela ANACOM está em consulta pública, estando os três operadores a proceder à sua análise. O encaixe mínimo com os lotes de preferências definidos é se 237,9 milhões de euros, se forem atribuídos ao preço de referência.

A NOS encerrou o exercício do ano passado com uma cobertura de 4,646 milhões de casas. Tinha 1,356 milhões de clientes de tv paga por acesso fixo e 282,7 mil por satélite, 1,779 milhões de clientes de voz fixa e 1,418 milhões de banda larga. No móvel, a carteira de clientes ficou em 4,85 milhões, sendo 2,84 milhões pós-pagos e 2 milhões pré-pagos. O operador tinha 1,2 milhões de clientes de pacotes 3, 4 e 5P.

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