Novo líder dos CTT trava fecho de estações e reabre algumas

2019-06-14 Os CTT já não vão fechar mais estações de correios nos 15 concelhos onde isso estava previsto. E vão mesmo reabrir algumas das que foram, entretanto, fechadas, nos 33 municípios onde não existe agora nenhuma oferta de serviço postal. A garantia foi dada pelo novo presidente do operador postal, João Bento, numa audição no Parlamento.

“Havia um conjunto de lojas para fechar cuja viabilidade económica era inexistente. A minha primeira prioridade é a proximidade aos clientes, todo o povo português. Está decidido: interrompemos o processo de fecho de lojas. Não vai haver mais encerramento de lojas”, afirmou o novo líder na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Num sentido provável de decisão anunciado em janeiro, a Anacom revelava que que no ano passado os encerramentos de estações de correios levaram a que tenham subido para 33 os concelhos em Portugal que já não dispõem desta oferta. Entre 2013 e 2017, havia apenas dois concelhos sem estações de correios.  Mais: o regulador adiantava que, tendo em conta a informação disponibilizada pelos CTT em novembro, o número de concelhos sem estações de correio poderia subir para 48 no curto prazo.

O que significaria que 15,6% do número total de concelhos, onde residem mais de 411 mil habitantes, ficaria sem serviço posta, pelo que o regulador se preparava para impor ao grupo postal uma revisão dos objetivos de densidade da rede postal e de ofertas mínimas de serviços no âmbito do serviço postal universal.

Agora, o presidente dos CTT adiantou que o processo de reabertura de lojas em concelhos que ficaram sem estações será reiniciado, sendo os dois primeiros casos divulgados nas próximas semanas. João Bento responde também assim às afirmações da tutela sobre a situação. No final de abril, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, referiu que “os CTT são uma empresa privatizada, mas uma privatização mal feita que não acautelou o interesse nacional. Isso não pode significar que o Estado não tenha uma relação firme. É claro para nós que temos de renegociar concessão dos CTT até ao final do próximo ano. Todos os municípios que perderam a sua estação dos correios têm de voltar a tê-la. O contrato de privatização foi prejudicial para o povo português e a renegociação do contrato tem de passar por ter uma unidade dos CTT em todos os concelhos”.

Sobre a possibilidade de o Estado voltar a ter uma participação nos CTT, como tem vindo a ser defendido por alguns responsáveis de partidos políticos nos meses mais recentes, o novo presidente garantiu não estar preocupado com a estrutura de capital da empresa. À gestão do grupo cabem as operações e a resposta aos compromissos e contratos assumidos pelo grupo, defendendo que é preciso “reinventar o nosso negócio. Os operadores postais do futuro não serão os mesmos”.
 

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