Qualificações, inovação e acesso ao capital são essenciais para Portugal

2020-07-07 "Há cada vez há menos países periféricos no que respeita à geografia, mas vai haver países periféricos na nova ordem geoestratégica mundial. Serão todos aqueles que não têm acesso ao capital, não têm infraestruturas de qualidade, não têm população qualificada e acesso ao conhecimento e não têm um ecossistema de inovação forte. E este é um problema para Portugal", alertou esta manhã o presidente da APDC num webinar promovido pelo Jornal Económico e pela Huawei, sobre "A Step Into the Future".

Para Rogério Carapuça, o nosso país tem poucas empresas e pessoas com capacidade financeira, assim como poucos grupos económicos fortes. Perante esta "grande falta de capital para investir", o caminho é "recorrer ao investimento estrangeiro, de uma forma sistemática, que não dependa dos governos. Ou seja, ter o capital estrangeiro como um aliado do nosso desenvolvimento, o que implica ter políticas amigas do capital e não contra eles".

Acresce o facto de o país, apesar de contar com infraestruturas de qualidade, ter poucos recursos naturais, ser um território pequeno e com uma população ainda sem qualificações a um nível desejável. A necessidade de "fortalecer o nosso ecossistema de inovação e de dar apoio para que os negócios tenham espaço para se desenvolver" terá de ser outra prioridade.

Para o líder da APDC, "não podemos perder a batalha da comunicação internacional, nesta altura tão decisiva. Todo o nosso ecossistema de inovação tem de ser fortalecido e tem de se investir mais no sistema científico e tecnológico e na qualificação das pessoas". Só desta forma se poderá garantir a atração de capital estrangeiro, evitando que o país "não se transforme num país periférico nesta nova geopolítica mundial".

No momento em que se está a acelerar o processo de transformação, porque na sequência da pandemia se passou a reconhecer que "a sobrevivência dos negócios depende fortemente dos meios digitais e nada será como era em janeiro", o gestor defende que "como regra geral, tudo o que é transacional deveria ser possível fazer por meios digitais". Mas há ainda muito por fazer, seja na Administração Pública, seja nas empresas ou nas pessoas, considerou.

Também a presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) garantiu que a transformação digital acelerada que ocorreu durante o período de confinamento demonstrou que Portugal tinha os conhecimentos e as ferramentas básicas para a fazer. E que as pessoas e as organizações estavam capacitadas, mesmo que ainda não se tivessem apercebido disso.

Para Helena Pereira, há que garantir que existe conhecimento, mas também condições para o aplicar. E é aqui que entra a inovação, a ligação às empresas e ao tecido social. Essencial é também captar e reter cientistas e manter a investigação, porque só assim se poderão rapidamente os conhecimentos.

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