Receitas trimestrais da Vodafone penalizadas pela COVID-19

2020-07-24 A operação da Vodafone Portugal também não escapou à pandemia, sendo "inevitável e fortemente impactada" pela conjuntura. Tanto o Estado de Emergência nacional, que impôs uma conjuntura de confinamento e mobilidade reduzida, como o forte abrandamento da atividade económica penalizaram a empresa que, ainda assim, conseguiu obter um aumento marginal das receitas de 0,7% no 1º trimestre do seu ano fiscal, entre abril e junho.

No total, e de acordo com um comunicado, a Vodafone registou receitas de 240 milhões de euros graças, sobretudo, ao bom desempenho do segmento fixo, com novas adesões em várias áreas geográficas, que a empresa atribui ao acréscimo de novas células FTTH todos os trimestres. "Este desempenho espelha a qualidade e a competitividade da oferta da Vodafone e a contínua aposta na expansão da cobertura de fibra em todo o País", refere-se.

Assim, a cobertura do serviço fixo chegou a 3,5 milhões de lares e empresas, com um aumento homologo de 9,4%. A Vodafone ficou com uma base de clientes de serviço fixo com banda larga de 756 mil (mais 9,1%) e com 692 mil clientes de televisão (mais 10,2%).

Foi sobretudo o negócio móvel que foi impactado pela pandemia, com a redução das receitas de roaming (in e out), causada pelas restrições às viagens. Registou ainda uma queda nas adesões aos pré-pagos, explicada pelas dificuldades financeiras sentidas pelos consumidores e também da reduzida entrada de turistas no país. Assim, o número de clientes desceu 3,4% para 4,571 milhões.

O impacto sentiu-se também no segmento empresarial, com "muitas empresas a serem obrigadas a renegociar pagamentos e a cancelar ou suspender temporariamente os seus serviços".

"Os resultados confirmam que o novo exercício fiscal, iniciado a 1 de abril, será extremamente desafiante para a Vodafone Portugal e para o setor em que opera. Apesar da nossa área de atividade, pela sua criticidade e essencialidade, ser mais resiliente do que muitas outras, não estamos imunes ao choque económico. O impacto da pandemia no negócio já foi muito significativo no primeiro trimestre e continuará a fazer-se sentir no futuro. Apesar de a verdadeira magnitude da recessão provocada pela Covid-19 ser ainda incerta, as previsões económicas mais pessimistas - divulgadas pela Comissão Europeia - estimam uma contração do PIB de quase 10% em Portugal este ano", refere Mário Vaz, CEO da Vodafone.

Que reitera que as condições adversas " não colocam em causa a determinação da Vodafone Portugal em continuar a investir no país e a ajudar os seus clientes, em especial o tecido empresarial português, a ultrapassarem este período adverso com resiliência, capacidade de adaptação e inovação. Este foi, aliás, o posicionamento adotado pela Empresa desde o início do surto pandémico. A Vodafone colocou o País em primeiro lugar, garantindo a sua conetividade. As diversas iniciativas de apoio às famílias, Empresas, Instituições, Profissionais da área da Saúde, bem como a organismos do Estado, só foram possíveis graças ao significativo esforço financeiro efetuado durante este período e ao elevado investimento tecnológico realizado nos últimos anos".






2020-08-06 | Atualidade Nacional

Gestor de domínio de topo nacional lança app


2020-08-06 | Atualidade Nacional

Enquanto negócio do correio caiu, expresso e encomendas disparou


2020-08-06 | Atualidade Nacional

Com foco na alteração das regras de fidelização e implementação de 5G


2020-08-05 | Atualidade Nacional

Aplicação nacional para rastrear pandemia prestes a arrancar


2020-08-04 | Atualidade Nacional

De acordo com estudo da ANACOM sobre a qualidade do serviço móvel


2020-07-31 | Atualidade Nacional

Pandemia faz cair receitas de publicidade


2020-07-31 | Atualidade Nacional

De acordo com notícia avançada pela Reuters


2020-07-30 | Atualidade Nacional

Introduzidas durante o Estado de Emergência


2020-07-30 | Atualidade Nacional

Fibra do grupo chega já a 5,3 milhões de casas