Startups portuguesas levantaram 485 milhões em 2018

2019-06-11 O valor de investimento de capital de risco em startups portuguesas atingiu os 485 milhões de euros em 2018. Os investimentos dos Business Angels (BA) subiram para níveis parecidos com os de Venture Capital (VC), muito devido a aumento das lógicas de coinvestimento. Registou-se também um aumento do valor médio de investimento de VCs e de BAs, mostra o mais completo e profundo relatório sobre o mercado português que reúne dados dos últimos 3 anos, que foi apresentado no Lisbon Investment Summit.

Este trabalho, realizado pela LC Ventures e pela FNABA (Federação Nacional de Associações de Business Angels), revela ainda que no primeiro semestre deste ano se registaram 74 acordos de investimento, no valor de 54 milhões de euros e uma média de 700 mil euros por ronda. Dos acordos fechados, 89% foram em empresas em fase seed, sendo que o Norte e Centro do país lideram em número de deals, enquanto Lisboa lidera no que toca à quantidade de capital investido.

Os dados mostram ainda que a média de investimento foi de 3,2 milhões de euros, divididos pelos 152 deals fechados durante o ano passado, sendo que 8 em cada 10 investimentos foi em fase seed. Um resultado que reflete um volume de transações 4,4 vezes maior do que o registado em 2017.

O relatório indica que ainda há potencial de crescimento para o capital de risco e entre as empresas portuguesas. É que o investimento via VC assegura apenas 1% do investimento total em empresas, sendo que o investimento com capitais próprios assegura a maior fatia (65,4%). A banca é a segunda fonte (20%), seguida do financiamento europeu (3,2%), e do apoio público (1,2%).

Em nove anos, o número de empresas de capital de risco em Portugal passou de 24 para 48. E entre 2009 e 2016, o valor de fundos sob gestão também cresceu, passando de 3,1 mil milhões para 4,6 mil milhões de euros. Também o número de business angels aumentou, passando de 267 em 2010 para 344 em 2018, tendo o capital total passado de 43 para 63 milhões de euros no mesmo período.

Este trabalho foi divulgado na edição de 2019 do Lisbon Investent Summit, iniciativa organizada anualmente pela Beta-i, que este ano transformou a Cordoaria Nacional no palco de um dos principais e mais surpreendentes encontros de investidores executivos e startups da Europa.  Com o speaker Andrew Keen (que acaba a de lançar o livro "How to Fix the Future: Staying Human in the Digital Age") como headliner, este evento reuniu cerca de dois mil participantes durante dois dias, e foi recheado de palestras inspiradoras e painéis perspicazes.

Marvin Liao, partner da 500 Startups, comentou lógicas de avaliação e investimento, tendo assumido que “os unicórnios são um mito, são quase todos empresas sobreavaliadas e acima de tudo resultado do pensamento masculino, por isso gosto tanto de fundadoras femininas”. Katz Kiely, numa palestra sobre ‘Designing a Culture of Transformation’, comentou que “a inovação não é intuitiva, antes pelo contrário, nós temos sistemas que nos incitam a combater alterações de fundo”.

Esta é uma conferência surpreendentemente informal e algo inesperada, que junta mais de 200 investidores, 750 startups, e 400 quadros empresariais, no maior evento do género em Portugal, reforçando o posicionamento de Lisboa como uma das mais excitantes capitais de startups da Europa.

O Lisbon Investment Summit é uma organização da Beta-i, em parceria com a Comissão Cultural de Marinha, Câmara Municipal de Lisboa, e conta com o apoio da Google, IE Business School e Grupo José de Mello, e de entidades como a Morais Leitão, Armilar Ventures, PME Investimentos, IFD, Euronext, Farfetch, Red Angels Microsoft, Semana NEXT, Startup Portugal e Altice.

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