Tráfego de comunicações cresce 50%

2020-03-27 Com a adoção de medidas de proteção de contágio do COVID-19, o tráfego de comunicações eletrónicas está a registar um aumento de cerca de 50%. O tráfego de voz subiu 47% e o de dados 52%, registando-se alterações significativas nos padrões de utilização dos serviços de comunicações eletrónicas. Não foram reportados congestionamentos relevantes.

Os dados são da ANACOM, baseados nos reportes dos três maiores operadores até ao dia 24 de março. Destaca-se que se verifica um significativo crescimento do tráfego de voz fixa (+93%) que contrasta com a redução verificada em anos anteriores. No ano passado, diminuiu 15%), estando este tipo de consumo em queda desde o início de 2013. Por outro lado, o peso relativo da voz fixa está também a aumentar em relação à voz móvel (que cresce menos que a voz fixa).

Acentuou-se igualmente o crescimento do tráfego de banda larga fixa (+53,7%), que estava em desaceleração (cresceu 29% em 2019). Estima-se assim que o tráfego médio por acesso fixo continue a aumentar (era de 131 GB/mês em 2019) e se afaste ainda mais do tráfego médio por acesso móvel (4 GB/mês em 2019), visto que o tráfego de dados móvel está a crescer a taxas inferiores ao tráfego fixo.

O regulador destaca que esta evolução está em consonância com as boas práticas que são recomendadas para prevenir congestionamentos das redes, nomeadamente "usar sempre que possível o telefone fixo em detrimento do móvel para fazer chamadas" e "sempre que possível usar a ligação wi-fi em detrimento da banda larga móvel".

De acordo com a informação de alguns prestadores, o perfil de utilização ao longo do dia não se alterou de forma significativa, notando-se apenas uma maior redução do tráfego às horas das refeições e um aumento generalizado do tráfego no período 7H-23H, com um pico às 22H.

A ANACOM diz que continuará a exercer ativamente as suas competências e monitorizará permanentemente a situação. Assim, vai averiguar regularmente junto dos operadores como é que o COVID-19 está a impactar nas suas atividades, como está a evoluir o tráfego, se existem situações de congestionamento das redes decorrentes de aumentos da procura, se existem constrangimentos ao nível dos fornecimentos, que medidas estão a ser adotadas, incluindo em termos de proteção de colaboradores que possam ser críticos para as atividades dessas empresas, o tipo de articulação que está ser efetuada com outras entidades, nomeadamente no que respeita à proteção civil, e ainda a forma como se estão a processar as comunicações de emergência.

Destaca que nos reportes efetuados pelos operadores não foram, até agora, referidas situações de congestionamentos relevantes, não havendo registo de situações com impacto significativo junto dos utilizadores. Esta situação está em linha com o observado nos outros países da União Europeia.


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