A promoção da participação feminina na tecnologia, inovação e empreendedorismo continua a ser uma prioridade para o ecossistema digital nacional. Nesse contexto, a APDC volta a associar-se ao Technovation Girls Challenge Portugal 2026, iniciativa liderada pela Happy Code no mercado nacional que desafia raparigas dos 8 aos 18 anos a desenvolver soluções tecnológicas com impacto social.
A final nacional da edição de 2026 realiza-se a 23 de maio, a partir das 14h00, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, reunindo estudantes, mentores, jurados, professores, famílias, parceiros institucionais e representantes do setor tecnológico.
A iniciativa ganhou especial relevância no ecossistema nacional depois da Happy Code ter sido distinguida com um prémio no âmbito da 1ª edição do Women Shaping Tech, promovido pela APDC, com o apoio de 12 empresas - .PT, Accenture, AWS, DXC Technology, Google, Huawei, Inetum, MEO, NOS, NTT Data, Vodafone e Celfocus - para reconhecer projetos com impacto concreto na promoção da diversidade, inclusão e participação feminina no setor tecnológico.
Este reconhecimento reforçou a visibilidade do Technovation Girls Portugal e consolidou o seu papel como iniciativa de impacto social e educativo, alinhada com os objetivos da APDC de mobilizar o setor digital para a criação de talento mais diverso, preparado e representativo.
A edição deste ano registou 108 projetos submetidos, um número recorde em Portugal, com um crescimento de cerca de 40% face ao ano anterior. O resultado confirma o crescimento da iniciativa e o interesse crescente das jovens por áreas como programação, inteligência artificial, empreendedorismo e inovação.
Num contexto em que a igualdade de género nas áreas tecnológicas continua a ser um dos grandes desafios do setor digital europeu, o Technovation Girls Portugal procura desconstruir a ideia de que a tecnologia é um domínio masculino, aproximando raparigas das áreas STEM e mostrando-lhes que também podem criar, liderar e desenvolver soluções tecnológicas com impacto real nas suas comunidades.
Ao longo dos últimos anos, a Happy Code tem consolidado o programa como uma plataforma nacional de capacitação tecnológica e inclusão feminina, contribuindo para reduzir a disparidade de género nas profissões tecnológicas e aproximando jovens raparigas de carreiras com elevada procura no mercado.
O programa conta com o envolvimento de uma rede alargada de parceiros institucionais e tecnológicos, que reforçam a sua relevância no ecossistema digital e educativo. Além da APDC, destacam-se o apoio da King Baudouin Foundation e de várias empresas e entidades patrocinadoras, incluindo Pluxee, Stop Hunger, Strypes, Bose, Capgemini, Celfocus, Experis, NTT Data, Município de Lousada, Universidade Portucalense e a associação .PT.
"Mais do que ensinar tecnologia, o Technovation Girls procura desenvolver confiança, liderança, criatividade e pensamento crítico nas jovens participantes. O crescimento registado este ano demonstra que existe uma nova geração de raparigas interessadas em criar tecnologia, inovar e liderar projetos com impacto real na sociedade", explica Ana Martins, coordenadora nacional do programa Technovation Girls.
Durante a final nacional, as equipas apresentarão os seus projetos tecnológicos perante um júri composto por especialistas das áreas da tecnologia, educação, inovação e empreendedorismo. Decorrerá ainda uma feira de projetos, onde as equipas vão apresentar as soluções tecnológicas desenvolvidas ao longo da edição. Assim como apresentações em formato pitch perante o júri. O evento proporcionará ainda momentos de networking e contacto direto com profissionais, empresas, mentoras e entidades ligadas às áreas STEAM.
A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa associa-se pelo 2º ano consecutivo à iniciativa, enquanto parceiro académico anfitrião da final nacional, reforçando o contacto das participantes com o ambiente universitário e científico.
O Technovation Girls Challenge Portugal integra um dos maiores programas internacionais de empreendedorismo tecnológico para raparigas. Em Portugal, tem vindo a crescer de forma consistente, acompanhando o reforço das estratégias nacionais e europeias de promoção da participação feminina nas áreas STEM, essenciais para a inovação, competitividade e transformação digital da economia.
Com o apoio da APDC e de várias entidades do ecossistema tecnológico, a final nacional de 2026 afirma-se como mais um passo na construção de um setor digital mais inclusivo, diverso e preparado para envolver as novas gerações femininas na criação de tecnologia.