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Vodafone Boost Lab: onde a inovação tem futuro!

O projeto foi anunciado há menos de um ano, no âmbito da  apresentação da Rede Nacional de Test Beds, que tem como objetivo aumentar o número de pilotos e foi criada no âmbito do PRR. O Vodafone Boost Lab, que junta a Vodafone à Capgemini e à Ericsson, tem como meta apoiar as empresas - startups e PME - no desenvolvimento de novos produtos e serviços na área do 5G e nas futuras gerações de redes de comunicações. E os resultados estão a superar as expetativas dos três parceiros, como ficou claro no mais recente Dot Topics APDC, uma iniciativa em parceria com a Capgemini Portugal. 
Como explica João Ribas, Innovation Booster da Vodafone, o operador de telecomunicações nacional tinha já há alguns anos um Power Lab, cujo "principal objetivo era encontrar soluções inovadoras para estarem perto da Vodafone, seja integração no portfólio de serviços ou responder a necessidades de clientes". A ideia era "trazer inovação e explorar fornecedores que não eram os habituais". 
A partir daí, avançou-se para o Boost Lab, um test bed "enquadrado num programa do PRR das empresas 4.0, que criou uma rede nacional de test beds. A ideia é dar acesso a uma infraestrutura real ou perto do real, para que empresas possam desenvolver, codesenvolver ou testar os seus produtos e serviços num ambiente real, sem que tenham que fazer um investimento".  Há já mais de 30 test beds em várias áreas, sendo que o Boost Lab se centra no 5G. "O objetivo é envolver soluções que sejam potenciadas ou melhoradas pela utilização do 5G. Esta rede é muito mais do que uma rede de comunicação, é uma rede de computação que traz várias funcionalidades que podem ser usadas para a fazer melhores serviços com melhores funcionalidades", acrescenta.
Luís Muchacho, Networks Director da Ericsson, confirma que o 5G "tem o potencial de transformar as nossas vidas a sociedade e contribuir para o desenvolvimento económico. O 5G, sendo a nova tecnologia de comunicações móveis, que segue a linha de sucesso da das anteriores, é diferente, porque traz algumas características que a tornam única".
Maior velocidade, capacidade de suportar mais dispositivos e disponibilização de uma programável e adaptada ao tipo de serviço são características que permitem que o 5G seja configurado e adaptado aos use cases em desenvolvimento. "É por isso que acreditamos que, para o sucesso desta tecnologia, não basta agora a sua disponibilização, e esperar que haja uma adoção natural. É preciso fazer mais. É necessário fomentá-la, fazer ume encontro entre oferta de tecnologia e a procura. Com o desenvolvimento de casos de uso, juntando empresas que querem desenvolver aplicações baseadas numa tecnologia que traz conectividade acrescida e, com isso, criar valor", acrescenta o gestor.
E exemplifica com o caso do Vodafone Boost Lab, que "permite juntar as empresas e as startups que querem desenvolver soluções para melhorar os seus problemas, nomeadamente digitalização, e adaptar a tecnologia com sinergias".

CRIAR ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO
A junção dos três parceiros no projeto permite, na opinião de Inês Pacheco, Telecom Presales Lead da Capgemini, "oferecer tudo o que é o ecossistema 5G necessário à experimentação deste tipo de tecnologias. Como a infraestrutura necessária para experimentar, nomeadamente a conectividade 5G, serviços de hosting e cloud computing, assim como o computer vision". Acresce a oferta de "serviços de aconselhamento, nomeadamente na área de analytics e soluções IoT. O que queremos é oferecer o ecossistema completo, que uma PME ou uma startup pode beneficiar. Juntámos o contexto do operador, que traz a conectividade, com o vender de equipamentos e os serviços da Capgemini".
O projeto envolve ainda empresas de referência no mercado nacional em vários setores, como a IP, Galp, EDP, Cuf, Lusíadas ou Brisa, numa lógica de agregar know-how específico. É que, como explica Inês Pacheco, só falando com as várias indústrias é que se consegue perceber a aplicação dos casos e apoiar os projetos de desenvolvimento de soluções assentes em tecnologia 5G.
Luis Muchacho está convicto de que, dois anos depois do lançamento comercial do 5G no país, "tem existido um grande esforço de todas as entidades, nomeadamente as empresas envolvidas neste projeto, de expandir o 5G na componente da oferta da tecnologia". Mas, se goram dados alguns passos, "acreditamos que é necessário fazer uma aceleração ainda maior, nomeadamente quando nos comparamos outras geografias na Europa e no resto do Mundo".
Passando o ‘segredo do sucesso' do 5G pelo desenvolvimento de casos de uso que tirem partido da tecnologia para resolver problemas específicos, e assim retirar valor económico, o responsável da Ericsson considera que este "é o desafio, mas também a oportunidade, dos próximos anos. 
E acredita que o projeto do Boost Lab "poderá ter um papel muito importante para não só garantir que Portugal tenha uma rede 5G que deverá ser expandida, mas também na aceleração do ecossistema e na criação de casos de uso". Por isso, deixa um apelo às empresas:  adiram, experimentem e testem". É que da experiência da Ericsson como player global, é "necessário experimentar e errar e tentar. Só assim conseguimos a reduzir ou encurtar algum atraso que temos em relação a outras geografias", que "lançaram o 5G primeiro, mas também avançaram mais rapidamente nos processos de digitalização e já junção de empresas na resolução de problemas concretos, trazendo a componente tecnológica".
Aliás, defende a criação de mais iniciativas similares no futuro, sendo esse "um desafio que desafio que deve ser encarado no âmbito nacional, com a existência de financiamento para alavancar e estimular áreas fundamentais para o desenvolvimento da economia". É que a digitalização é fundamental e os resultados do Vodafone Boost lab mostram claramente que o mercado está a aderir. "Estamos aqui a desbravar caminho que vale a pena continuar a fazer", salienta. 
No fundo, o que este tipo de iniciativas permite é "disponibilizar e cultivar um ecossistema de inovação, que dê acesso fácil e democratizado a uma tecnologia de última geração. A um preço que é bastante atrativo, abaixo do mercado, graças aos mecanismos que temos de financiamento, neste caso do PRR", acrescenta Inês Pacheco. É que olhando para as várias indústrias nacionais, o que falta para as empresas adotarem a tecnologia é capacidade de investimento e competências tecnológicas. Ao dar "mecanismos de fácil acesso a estas empresas, que representam grande parte do nosso tecido empresarial, estamos a estimular a inovação e a disponibilizar soluções que integram tecnologias de última geração no mercado".
Acresce todo o potencial de exportação que poderá resultar destes projetos, até porque "estão envolvidas entidades com representação Internacional. Daqui podem também surgir parcerias que geram um potencial de exportação, que é muito importante para o nosso país".
No âmbito do Vodafone Boost Lab, foi lançado o Programa Open Innovation, uma call para startups e PME para acelerar o desenvolvimento e o teste de use cases, que acaba de fechar o processo de candidaturas. Como avança João Ribas, os 22 projetos selecionados participarão até 10 de abril num bootcamp, fase destinada a identificar necessidades específicas a que os projetos devem dar resposta. No final desta fase, será apresentado o desenho de pilotos a desenvolver, a decorrer até junho, altura em que deverá ser organizado um Showcase Day com algumas soluções concretas que saíram do programa.  
"No test bed, temos sempre a porta aberta para as experimentações e para os testes que as empresas possam querer fazer. O que fizemos com o Programa Open Inovation foi dar-nos a conhecer", explica o gestor, assim como "encontrar e motivar startups e PME para se envolverem, não só pelo valor que podemos dar nos testes e com o know-how que temos, mas fazer pilotos em ambiente real e para use cases reais. Fazer a ponte a preparar a aceleração para a entrada no mercado de soluções". E a adesão superou de longe as expetativas, remata.
 

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