A Anthropic adquiriu a startup de biotecnologia Coefficient Bio, num acordo avaliado em cerca de 400 milhões de dólares, segundo informações avançadas por vários meios internacionais. Embora os termos não tenham sido oficialmente confirmados, fontes próximas do processo indicam que a operação foi concluída e realizada através de troca de ações.
Refere-se que a aquisição se insere na estratégia da Anthropic de expansão para o setor das ciências da vida, onde a inteligência artificial começa a assumir um papel relevante na investigação biomédica e no desenvolvimento de novos fármacos. A empresa já tinha sinalizado esta ambição, com o lançamento do Claude for Life Sciences, plataforma orientada para apoiar investigadores na análise de dados científicos e aceleração de descobertas.
A Coefficient Bio foi fundada há menos de um ano por Samuel Stanton e Nathan C. Frey, ambos com experiência em descoberta computacional de fármacos na Genentech. A startup desenvolveu modelos de IA aplicados à biologia, com foco na otimização de processos de investigação, nomeadamente na identificação de candidatos a novos medicamentos. A equipa, composta por cerca de uma dezena de especialistas, deverá ser integrada na divisão de saúde e ciências da vida da Anthropic, reforçando competências técnicas num domínio onde a convergência entre IA e biotecnologia tem vindo a acelerar.
O movimento reflete uma tendência mais ampla no setor tecnológico, com as empresas de IA a posicionarem-se em áreas de elevado valor científico e económico, como a descoberta de fármacos, medicina personalizada e análise de dados biomédicos. Neste contexto, a capacidade de processar grandes volumes de dados biológicos e gerar hipóteses de investigação de forma automatizada é vista como um fator diferenciador.
A operação surge também num momento de forte investimento em IA por parte da Anthropic, que tem vindo a captar financiamento significativo e a expandir o seu portefólio de aplicações. A entrada no domínio da biotecnologia coloca em competição indireta com outros atores tecnológicos e farmacêuticos que estão a explorar abordagens semelhantes, incluindo a utilização de modelos generativos para acelerar ciclos de investigação.
Em operação que seria histórica no setor, criando um mega-operador