A britânica BT Group e a norte-americana Verizon assinaram um acordo para juntar as respetivas operações internacionais dirigidas a clientes empresariais. Vão criar uma joint venture detida em partes iguais, numa operação que pretende ganhar escala num segmento onde as multinacionais procuram conectividade global mais segura, flexível e preparada para cloud e inteligência artificial. A nova empresa deverá servir mais de 3.000 clientes em mais de 180 países, com receitas anuais combinadas estimadas em cerca de 4 mil milhões de dólares. A operação deverá ficar concluída em 2027, sujeita a aprovações regulatórias e às restantes condições habituais de fecho.
A joint venture juntará a BT International, que presta serviços de comunicações e redes a clientes multinacionais, com a unidade internacional de serviços empresariais fixos da Verizon. As duas empresas terão direitos de voto iguais. A Verizon fará ainda um pagamento de compensação de 625 milhões de dólares à BT, para equilibrar as contribuições de cada parte para a nova entidade.
A nova empresa será liderada por Martijn Blanken, antigo executivo da Telstra e da KPN, nomeado CEO-designate. O objetivo declarado é criar uma plataforma internacional de conectividade empresarial capaz de responder a necessidades de rede, segurança, cloud, soberania de dados e operação transfronteiriça.
Para a BT, a operação encaixa na estratégia de simplificação do grupo e de maior concentração no mercado britânico. O operador tem vindo a reorganizar ativos internacionais e a recentrar investimento em áreas domésticas, incluindo fibra, serviços empresariais e eficiência operacional. Para a Verizon, a parceria permite reforçar presença internacional no segmento empresarial sem ter de replicar sozinha uma rede global de operação e suporte.
O acordo também reflete uma tendência mais ampla no setor das telecomunicações: a procura de escala em serviços empresariais internacionais, num mercado pressionado por margens reduzidas, concorrência de fornecedores cloud e exigências crescentes de cibersegurança e resiliência. A conectividade global deixou de ser apenas transporte de dados e passou a incluir integração com cloud, gestão de tráfego, segurança, compliance e suporte a aplicações críticas.
Para clientes multinacionais, a proposta poderá traduzir-se numa oferta mais integrada de conectividade internacional, com redes privadas, serviços geridos, soluções cloud, segurança e capacidade de operar em diferentes jurisdições.
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