No caso de se verificar que a venda de produtos ilegais é um problema sistémico na plataforma da Shein, Bruxelas "não hesitará em agir". A garantia foi dada por Thomas Régnier, porta-voz do executivo comunitário para a Soberania Tecnológica, na sequência do que está a acontecer em França, onde a plataforma chinesa de retalho foi suspensa, na sequência do não cumprimento das leis europeias.
A empresa chinesa foi acusada de vender bonecas sexuais com especto infantil e de armas na sua plataforma de compras online. E o governo francês apelou à Comissão Europeia para tomar medidas mais "apertadas" em relação à Shein. As autoridades francesas querem uma ação imediata a nível europeu, uma vez que os produtos vendidos através da plataforma da Shein estão disponíveis para todo o mercado-único, não só na França.
Citado pela Agência Lusa, Thomas Régnier avançou que Bruxelas está a acompanhar o caso, estando em contacto com as autoridades francesas.
"Face aos riscos sistémicos colocados por comportamento e às preocupações que levanta entre os cidadãos europeus, a União Europeia deve assegurar uma resposta firme relativamente a quaisquer falhas ou violações que possam ser identificadas", defende o governo francês, que avançou também com um processo para suspender temporariamente a Shein no país, levando a empresa a suspender o funcionamento da sua plataforma enquanto revê as suas políticas.
A Shein já veio dizer que proibiu a venda de produtos na categoria de bonecas sexuais a nível internacional, à qual se junta uma suspensão temporária no que toca aos produtos para adultos, à medida que avança com uma investigação interna.
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