A Comissão Europeia anunciou o lançamento do projeto EURO-3C, iniciativa de 75 milhões de euros destinada a desenvolver a primeira infraestrutura europeia federada. Integra telecomunicações, edge computing e cloud. A iniciativa foi apresentada no Mobile World Congress 2026 e é financiada pelo programa Horizon Europe.
O objetivo é criar uma plataforma digital integrada capaz de fornecer serviços avançados de computação e conectividade de forma segura e próxima dos utilizadores, reduzindo a dependência europeia de infraestruturas tecnológicas de países terceiros.
O projeto pretende combinar redes de telecomunicações, centros de dados edge e plataformas cloud numa arquitetura comum e interoperável. Esta abordagem permitirá disponibilizar capacidade de processamento com baixa latência e elevados níveis de segurança, adequada a aplicações intensivas em dados e inteligência artificial.
A infraestrutura será implementada através de uma rede distribuída com mais de 70 nós edge e cloud em 13 países europeus, operando em ambientes de produção e conectando múltiplos operadores e fornecedores tecnológicos.
O EURO-3C reúne mais de 70 organizações - incluindo operadores de telecomunicações, fornecedores de cloud, fabricantes de tecnologia, universidades e centros de investigação - num consórcio liderado pela Telefónica.
A iniciativa pretende demonstrar aplicações em vários setores estratégicos, como mobilidade, energia, transportes e segurança pública, áreas que exigem infraestruturas digitais com elevada fiabilidade e capacidade de processamento distribuído.
Segundo Bruxelas, o projeto insere-se na estratégia da UE para reforçar a autonomia tecnológica e consolidar infraestruturas digitais seguras no espaço europeu. O EURO-3C está alinhado com os objetivos da Década Digital 2030, que define infraestruturas digitais resilientes como um dos pilares da competitividade europeia.
Ao integrar conectividade, computação e inteligência artificial numa plataforma federada, a iniciativa pretende também apoiar o desenvolvimento de tecnologias emergentes, incluindo redes 6G, serviços baseados em IA e soluções avançadas de cibersegurança.
Com este projeto, Bruxelas procura demonstrar que a Europa pode desenvolver e operar infraestruturas digitais críticas com base em tecnologia e parcerias industriais europeias, reforçando o controlo sobre elementos estratégicos da cadeia de valor digital.
Em operação que seria histórica no setor, criando um mega-operador