Cisco anuncia corte de mais de 5% da sua forna de trabalho

2024-02-15

Perante uma revisão em baixa das vendas para 2024, que serão afetadas pelo abrandamento da economia e o respetivo impacto na procura dos clientes de telecomunicações, a Cisco vai avançar com um plano de reestruturação. Que passa por um corte de 5% da sua força de trabalho mundial, o que corresponderá a uma redução da ordem das 4,25 mil pessoas.

O grupo, que conta com cerca de 85 mil colaboradores, junta-se assim à já longa lista de tecnológicas que desde o início do ano anunciaram processos de despedimento. Mas não avançou com informações sobre a distribuição geográfica dos despedimentos

Assim, e para compensar o abrandamento do negócio de telecomunicações, a Cisco está a virar-se para o investimento na IA, tendo anunciado uma nova parceria com a Nvidia, que passará a utilizar a sua tecnologia (Ethernet). No total, a tecnológica norte-americana antecipa alcançar este ano uma faturação entre 51,5 mil milhões e 52,5 mil milhões de dólares, abaixo dos entre 53,8 mil milhões e 55 mil milhões de dólares apontados previamente.

Ainda assim, a tecnológica apresentou bons resultados no 2º trimestre do seu ano fiscal, que terminou a 27 de janeiro. As receitas alcançaram os 12,79 mil milhões de dólares, quando se esperaram 12,71 mil milhões. Comparativamente com igual período do exercício anterior, recuaram 6% no trimestre. As receitas dos produtos de rede totalizaram 7,08 mil milhões de dólares, ligeiramente abaixo do consenso de 7,10 mil milhões de dólares entre os analistas. Já o lucro líquido caiu para 2,63 mil milhões de dólares, ou 65 cêntimos por ação, face aos 2,77 mil milhões de dólares ou 67 cêntimos por ação obtidos um ano antes.

A Cisco ainda não fechou a aquisição, por 28 mil milhões de dólares, da fabricante de software de monitorização e segurança Splunk. Espera concluir o negócio no final do primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre, segundo o seu CEO, Chuck Robbins, numa conferência telefónica com analistas.

O líder da tecnológica adiantou ainda que há muitos desafios pela frente, já que a procura permanece lenta entre os clientes de telecomunicações e fornecedores de serviços a cabo. "Em termos de ambiente macroeconómico, estamos a assistir a um maior grau de cautela e de escrutínio dos negócios, dado o elevado nível de incerteza. Os nossos clientes dizem-nos isso, o que está a levar-nos a ser mais cautelosos nas previsões e expectativas", referiu. 
 


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