Drahi põe Altice Portugal e Caribbean fora do alcance dos credores

2025-12-04

A Altice International designou a Altice Portugal e a Altice da República Dominicana como subsidiárias "sem restrições". Deste forma, estes ativos deixaram de servir de garantia para os credores. A alteração foi considerada uma manobra agressiva para estabilizar as finanças do grupo.

Assim, a Altice Portugal e a Altice Caribbean, que representam 80% dos resultados da holding Altice International, passam a operar como subsidiárias sem restrições, permitindo maior liberdade financeira, já que os credores não poderão usar as empresas como garantia das dividas do grupo. O valor de ambas está estimado em cinco mil milhões de euros.

Até agora, as duas empresas estavam dadas como garantia aos credores que detêm mais de oito mil milhões de euros em títulos do grupo. Agora, ambas podem contrair dívidas, vender ativos ou pagar dividendos sem precisarem de autorização dos credores.

Aliás, a Altice International já sinalizou, em comunicado, a possibilidade de captar mais dois mil milhões de euros em dívida adicional através da Altice Portugal. E entre outras medidas, revelou ainda que deu início a uma "revisão estratégica do seu portefólio de ativos", num processo em que "irá avaliar as potenciais opções de alienação nos próximos anos, com o objetivo de aumentar a flexibilidade financeira e apoiar as iniciativas mais amplas de estrutura de capital"

Entre os negócios que estão em marcha, a Altice anunciou na semana passada a venda do centro de dados na Covilhã por 120 milhões de euros. O Financial Times avança que o Patrick Drahi poderá relançar o processo de procura de um comprador para a Altice Portugal.


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