A DXC Technology lançou a DXC Engineering, uma nova unidade global dedicada a ajudar empresas a conceber, desenvolver e escalar produtos, plataformas e experiências definidas por software, potenciadas por inteligência artificial. A nova estrutura integra a organização de Consulting & Engineering Services da empresa e foi desenhada para responder às exigências de ambientes críticos, regulamentados e de elevada complexidade tecnológica.
A criação da DXC Engineering surge num momento em que muitas organizações procuram passar da experimentação com IA para a sua aplicação efetiva em sistemas de produção. O desafio, segundo a empresa, está em integrar inteligência artificial em ambientes legados, multivendor e altamente regulados, onde a fiabilidade, a segurança, a conformidade e a escala são condições essenciais.
A nova unidade reúne mais de 11 mil engenheiros a nível global e integra-se numa organização mais ampla de Consulting & Engineering Services com mais de 40 mil profissionais em 70 países. A DXC sublinha que esta capacidade combina mais de seis décadas de experiência em inovação tecnológica com mais de 30 anos de evolução em engenharia digital empresarial.
Para Ramnath Venkataraman, presidente de Consulting & Engineering Services da DXC Technology, este é o momento de transformar a ambição em IA em realidade operacional. O responsável afirma que, à medida que a IA evolui da fase de experimentação para a produção, os clientes precisam de parceiros capazes de assumir responsabilidade pelo desenho, desenvolvimento e operação de sistemas inteligentes à escala, sobretudo em ambientes onde falhar não é uma opção.
A DXC Engineering assenta no modelo de orquestração Xponential AI da empresa e combina engenharia de software e de produto nativa em IA, conhecimento setorial, plataformas proprietárias e aceleradores de entrega. O objetivo é apoiar clientes na modernização de ambientes complexos e na implementação de sistemas inteligentes, resilientes e definidos por software.
No setor automóvel e de I&D, a nova unidade irá trabalhar em áreas como software para cockpits digitais, plataformas de veículos conectados e tecnologias de condução autónoma. Um dos ativos destacados é o AMBER, plataforma proprietária da DXC criada para ajudar fabricantes a acelerar programas de veículos definidos por software, reduzir complexidade multivendor e implementar IA de forma segura em ambientes de produção.
Nos serviços financeiros, a DXC Engineering irá apoiar o desenvolvimento de software à medida e a integração em ambientes de mercados de capitais, gestão de património e banca comercial. A empresa destaca mais de 20 anos de experiência em plataformas financeiras, num setor onde a modernização tecnológica tem de cumprir requisitos elevados de segurança, continuidade, regulação e desempenho.
A nova unidade terá também intervenção em telecomunicações, energia, saúde, defesa e outras indústrias com operações críticas. Nestes setores, a DXC pretende disponibilizar capacidades especializadas para modernizar fábricas, plataformas financeiras, aeroportos internacionais, sistemas de defesa e outras infraestruturas onde a continuidade operacional é determinante.
A empresa afirma que a DXC Engineering combina propriedade intelectual reutilizável, plataformas específicas por setor, parcerias estratégicas de ecossistema e capacidades avançadas de engenharia. Esta abordagem pretende reduzir tempos de implementação, aumentar previsibilidade e permitir que os clientes operacionalizem IA em sistemas complexos sem comprometer segurança ou conformidade.
A escala já existente da DXC nestes setores é um dos argumentos apresentados. A tecnologia da DXC suporta mais de 50 milhões de veículos em todo o mundo, plataformas de serviços financeiros com duas décadas de experiência e sistemas de fabrico que gerem mais de quatro milhões de pontos de produção a nível global.
O lançamento da DXC Engineering reflete uma tendência mais ampla no mercado empresarial: a IA está a deixar de ser tratada como camada isolada de inovação e passa a ser integrada no desenho de produtos, plataformas e operações críticas. Para as empresas, a próxima fase da transformação digital dependerá da capacidade de combinar IA, engenharia de software, conhecimento setorial e governação operacional.
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