Ericsson: mil milhões de pessoas terão acesso a cobertura de 5G até final de 2020

2020-12-03 Apesar das incertezas causadas pela pandemia da COVID-19, o ritmo de introdução do 5G aumentou em 2020, tanto ao nível da rede como dos dispositivos. No final deste ano, haverá mil milhões de pessoas com acesso a estas redes móveis de alta velocidade, registando-se 220 milhões de subscrições. Destas, 80% (175 milhões) serão na China. Já no final de 2026, o número de subscrições deverá ser de 3,5 mil milhões, representando 50% do tráfego de dados móveis.

As previsões são do mais recente Mobility Report, da Ericsson, que destaca que a cobertura populacional e a adesão de subscrições atuais do 5G comprovam a implementação mais rápida de qualquer geração de conectividade móvel por parte desta tecnologia. Em 2026, quatro em cada dez subscrições de redes móveis serão de 5G.

Se no final deste ano, cerca de 15% da população mundial (mais de mil milhões de pessoas) estará em áreas já com cobertura de redes 5G, em 2026, mais de 60% por cento da população mundial terá acesso a cobertura de 5G, com uma previsão de 3,5 mil milhões de subscrições.

Uma vez que as prestadoras de serviços continuam a dedicar-se ao desenvolvimento das respetivas redes, a Ericsson elevou para 220 milhões a sua estimativa para o final de 2020 no que respeita a subscrições de 5G globais. O aumento deve-se em grande medida à rápida adesão verificada na China, alcançando 11% da sua base de subscrições de redes móveis. O que está a ser motivado por um enfoque estratégico a nível nacional e uma concorrência intensa entre prestadoras de serviços, aliados ao acesso a smartphones de vários fabricantes aptos para o 5G cada vez mais económicos.

O relatório estima que a América do Norte termine o ano com o 5G a representar cerca de 4% de todas as suas subscrições de redes móveis. Tendo em conta que a comercialização se desenvolve já a um ritmo rápido, estima-se que em 2026 cerca de 80% das subscrições de redes móveis na América do Norte sejam de 5G, o valor mais elevado de qualquer região no mundo.

Já a Europa terminará 2020 com cerca de 1% por cento de subscrições. Durante o ano, vários países atrasaram os respetivos leilões de espetro de rádio, necessário para sustentar a implementação do 5G.

"Este ano testemunhámos um grande salto da sociedade rumo à digitalização. A pandemia acentuou o impacto que a conectividade tem nas nossas vidas e atuou como catalisador para uma mudança rápida, algo que ficou claramente demonstrado nesta última edição do Mobility Report da Ericsson", destaca Fredrik Jejdling, vice-presidente executivo e chefe de redes da Ericsson.

"O 5G está a entrar na fase seguinte da sua evolução, em que novos dispositivos e novas aplicações retiram o máximo partido dos benefícios que o 5G oferece, enquanto as prestadoras de serviços continuam a expandir esta tecnologia. As redes móveis são uma infraestrutura essencial em muitos aspetos da vida diária e o 5G, em particular, será decisivo para a prosperidade económica futura", acrescenta.

O relatório salienta ainda que o sucesso do 5G não se explica apenas pela cobertura ou pelos números de subscrições. O seu valor será igualmente determinado por novas aplicações e novos casos de utilização, que já começaram a emergir.

É o cado da introdução nas redes 5G do IoT essencial, destinado a aplicações urgentes que exigem um fornecimento de dados dentro de um determinado período. Isto permitirá uma ampla variedade de serviços carentes de resposta rápida para os consumidores, as empresas e as instituições públicas em vários setores, com redes de 5G públicas e dedicadas.

Os jogos na cloud constituem outra categoria de aplicações emergentes. As capacidades combinadas fornecidas pelas redes de 5G e pelas tecnologias informáticas de ponta permitirão serviços de streaming de jogos em smartphones com uma qualidade de experiência (QoE) equivalente às opções de PC ou consolas, abrindo a porta a jogos inovadores e imersivos baseados na mobilidade.

Destaca-se ainda que ritmo de introdução da funcionalidade de Novo Rádio (NR) de 5G está a aumentar, com o lançamento no mercado de mais de 150 modelos de dispositivos de 5G. Muitos dispositivos suportam a duplexação por divisão da frequência (FDD) e a partilha de espetro dinâmica (DSS) do 5G. As primeiras redes standalone (SA) de 5G foram lançadas na Ásia e na América do Norte, tal como os primeiros dispositivos com capacidade de agregação de operadoras de NR.

Com a pandemia da COVID-19 a acelerar a digitalização e a aumentar a importância e necessidade de uma conectividade de banda larga doméstica rápida e fiável, o número de prestadoras de serviços a disponibilizar o acesso fixo sem fios (FWA) está em grande crescimento. Quase dois terços já disponibiliza atualmente o FWA. Prevê-se que as ligações de FWA aumentem para mais do triplo e atinjam um valor superior a 180 milhões até ao fim de 2026, representando cerca de um quarto de todo o tráfego de dados de redes móveis.


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