Estudo Microsoft: trabalhadores estão à beira de esgotamento digital

2021-06-14 Apesar de valorizarem padrões de trabalho flexíveis, os trabalhadores estão a começar a registar um ‘esgotamento digital'. Aspetos relacionados com brainstorming e relações interpessoais, que criavam um ambiente de trabalho positivo, estyão a perder cada vez mais a sua força, sendo substituídos por constantes chamadas e hangouts virtuais. O que está a criar um fenómeno identificado como exaustão digital, especialmente grave na camada mais jovem.
Num estudo denominado ‘The Next Great Disruption in Hybrid Work - Are we Ready?', a Microsoft destaca que 54% da Geração Z, mais especificamente jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, está descontente com o mercado de trabalho e pensa em apresentar a carta de demissão. Mas o descontentamento é generalizado: cerca de 41% da força de trabalho considera despedir-se.
Há dois outros estudos que o comprovam: um relatório do Reino Unido e da Irlanda indica que 38% dos trabalhadores planeiam deixar os trabalhos nos próximos 6 meses; e uma pesquisa nos EUA conclui que 42% dos trabalhadores pretendia despedir-se se a empresa não desse a opção de trabalho remoto.
O estudo surge no âmbito da série anual da Microsoft - Work Trend Index - e baseou-se no testemunho de 30 mil trabalhadores espalhados por 31 países, para calcular níveis de produtividade e atividade. O relatório conta com informação de aplicações como o Teams, Outlook e Office 365 e destacou sete macrotendências, altamente influenciadas pelo mundo de trabalho pós-pandemia.
A começar pelo facto de o trabalho flexível ter chegado para ficar. Acresce que os líderes estão ‘desligados' dos trabalhadores e precisam de ser chamados à atenção e de que a alta produtividade esconde uma classe trabalhadora cansada. A Geração Z está em risco e precisa de ser motivada e a redução das relações interpessoais põe em causa a inovação. As macrotendências incluem ainda a constatação de que a autenticidade estimula a produtividade e o bem-estar e que o talento está presente em qualquer ambiente de trabalho híbrido.
"Ao longo do último ano, nenhuma outra área passou por uma transformação tão rápida como o mercado de trabalho" e que "vamos precisar de criar um conceito de produtividade muito mais amplo, que inclua a colaboração, formação e bem-estar, que potencie o desenvolvimento da carreira dos trabalhadores (...) e tudo isto precisa ser feito com flexibilidade", refere Satya Nadella, CEO da Microsoft.
"Descobrimos que para a Geração Z e as pessoas que estão agora a entrar no mundo laboral, este tem sido um período muito disruptivo", reconhece George Anders, Senior Editor-at-Large do LinkedIn. Para quem "é muito difícil sentirem-se acolhidos quando não há contacto ou interações presenciais, que aconteceriam num ano normal".

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