Europa tem que acelerar investimentos no 5G e na fibra para recuperar

2021-04-08 Há ainda muito trabalho a fazer para acelerar o 5G na Europa. Se a Europa quiser colher todos os benefícios da mais recente tecnologia móvel e sair da recessão económica causada pela pandemia do coronavírus, será necessário investir muito mais na transformação digital do continente até 2025. A conclusão é do mais recente estudo encomendado pela European Telecommunications Network Operators' Association (ETNO).

Estima-se que a Europa precise de um investimento adicional de 300 mil milhões de euros durante os próximos quatro anos, a serem utilizados na expansão da implantação do 5G e na melhoria das infraestruturas de fibra nos 27 estados-membros. E o relatório salienta que os benefícios deste investimento serão "impressionantes", já que só o 5G poderá pode gerar um aumento anual do PIB europeu de 113 mil milhões de euros e 2,4 milhões de novos empregos nos próximos quatro anos.

Destaca-se ainda que os benefícios não serão apenas económicos, mas também ambientais, já que a criação de soluções digitais para as cidades inteligentes e os transportes gerarão uma diminuição global das emissões de carbono da ordem dos 15%.
Ao longo do último ano, o 5G tem sido considerado um catalisador para a recuperação económica no pós-pandemia e o relatório confirma esta expetativa. Mas destaca que os operadores não estão a investir o suficiente, face à incerteza económica provocada pela pandemia, à crescente concorrência no mercado e aos pesados custos de implantação. Assim, considera-se que este investimento, por si só, não será suficiente para colher todos os benefícios da 5G e de uma maior transformação digital, sendo que as políticas governamentais e regulatórias precisam de mudar, no sentido de incentivar ainda mais o investimento e o envolvimento digital.

O caminho poderá passar por encorajar a partilha e cooperação de redes entre operadores, reduzindo assim um eventual excesso de infraestruturas, a acelerando a velocidade de implantação e cortando os custos de implementação, sugere o estudo Onde se destaca que "um desses passos é procurar novos modelos de propriedade, envolvendo a partilha voluntária de infraestruturas, que podem permitir uma implantação mais rápida, reduzir o impacto ambiental global, e aumentar a transferência de conhecimentos entre parceiros".

E alerta-se para o facto de os bloqueios à digitalização não estarem apenas nas mãos dos operadores. É que no que respeita à procura de serviços digitais, persiste uma fraca aposta na digitalização das pequenas e médias empresas (PME), a maioria das quais ainda não está a adotar as mais recentes tecnologias digitais. Cerca de 83% das PME da UE não estão a utilizar soluções avançadas de cloud nuvem, percentagem que terá que ser reduzida através de um esforço coordenado, se a Europa quiser alcançar um impulso económico significativo através de uma maior conectividade. Estima-se que a digitalização destas PME custe cerca de 26 mil milhões de euros por ano.

Outro problema reside nas qualificações digitais dos europeus, incluindo os mais jovens, tendo em conta que cerca de 60% das crianças europeias com nove anos frequentam escolas que não estão equipadas digitalmente. A modernização da infraestrutura digital em todas as escolas europeias custaria cerca de 14 mil milhões de euros por ano.

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