Fornecedores de IoT europeus queixam-se das big tech

2021-06-17 As empresas fornecedoras de serviços de IoT da Europa queixam-se da forte concorrência das gigantes Google, Amazon e Apple, assim como do peso do investimento para entrar e crescer neste mercado. A conclusão é de um inquérito da Comissão Europeia feito a mais de 200 empresas que vendem serviços e produtos de IoT no espaço comunitário.
Na concorrência, a principal dificuldade identificada está na dificuldade de competir com operadores verticais, que construíram os seus próprios ecossistemas e que estendem a sua presença muito além desta área. Numa nota divulgada pela CE, adianta-se que "como estes atores fornecem os sistemas operativos mais comuns para dispositivos inteligentes e móveis, bem como os principais assistentes de voz, determinam os processos de integração de dispositivos e serviços inteligentes num sistema IoT para o consumo" ´.
As empresas mostraram ainda preocupação com as práticas de exclusividade relacionadas com os assistentes de voz e com práticas que limitam a possibilidade de usar diferentes assistentes de voz no mesmo dispositivo. A posição assumida pelos sistemas operativos dos assistentes de voz e dispositivos inteligentes, enquanto intermediários da relação entre cliente e prestador de serviços, é outro problema. Em causa estão os dados gerados e recolhidos pelo sistema operativo, que remete para àquele software o controlo da relação com o utilizador, para além de permitir acumular grandes volumes de informação, que podem ser usados para acelerar a entrada noutros mercados.
Outro aspeto apontado é a fragmentação da tecnologia e a preponderância de normas proprietárias face aos esforços para criar standards da indústria, vista como um potencial problema para a interoperabilidade das soluções de IoT.
Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia, refere no comunicado que quando a CE lançou o inquérito tinha a preocupação de poderem estar a emergir neste mercado empresas poderosas o suficiente para travarem a concorrência a outras. Os resultados mostram que "muitos no setor partilham as nossas preocupações", sublinhando a necessidade de criar um ambiente concorrencial justo para fazer crescer o mercado. Os dados agora apurados vão servir de base para uma futura regulação europeia nesta matéria. Para já, o passo seguinte será a colocação em consulta pública do relatório, que até setembro vai receber novos inputs de quem está no mercado. A soma de todos esses contributos contribuirá para a versão final do documento.

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