Gigantes tecnológicas estão numa corrida aos chips avançados de IA

2024-04-18

Com o disparar da procura de chips avançados necessários para alimentar a IA, as gigantes mundiais líderes em tecnologia estão a apostar forte nesta área e a lançar novos modelos de chips de IA. Ainda recentemente, Intel, Meta e a Google anunciaram novidades. Assim como a Nvidia que, na sua conferência anual de programadores em março, prometeu velocidades de processamento super-rápidas. 
De acordo com um estudo da BCG, neste momento todos precisam de fornecimentos de chips de IA e a capacidade de resposta é ainda pouca. Por isso, há muito espaço para novos intervenientes e o ecossistema está a evoluir rapidamente
"Os chips são o bloco de construção de um novo tipo de economia. Independentemente da indústria em que se esteja - bens de consumo, cuidados de saúde, transporte marítimo - os processos de negócio estão a tornar-se capacidados para a IA", afirma Suchi Srinivasan, Managing Diretor e Partner do BCG e especialista em IA.
Muitos dos grandes intervenientes tecnológicos e fornecedores de serviços cloud já bloquearam o fornecimento de fornecedores de chips e estão ta intensificar os esforços internos para criar os seus próprios chips. A estratégia é ganharem controlo sobre a cadeia de valor e a introduzirem maior inovação. Até porque trabalhar com chips standartizados significa que é mais difícil criar diferenciação. E confiar numa única fonte de fornecimento deixa-os expostos ao preço e à oferta.
A BCG considera que este ciclo de inovação em torno dos chips de IA está apenas no início. À medida que as cargas de trabalho de IA amadurecem, antecipa-se o surgimento de arquiteturas mais especializadas e eficientes para lidar com novas cargas de trabalho. E a pressão sobre o custo aumentará ainda mais, quando as empresas passarem do desenvolvimento de modelos para a implantação generalizada, necessitando de fornecimentos alternativos para ajudar a manter os preços sob controle.
Para já, e a curto-prazo, terão de se considerar alguns fatores sobre a dinâmica futura do mercado de chips de IA. A começar pelo facto de muitos dos grandes intervenientes tecnológicos já terem comprado fornecimentos de chips de IA para os próximos anos, quando os chips se estão a tornar mais eficientes, o que significa que são necessários menos.
É também provável que se registe um desfasamento entre a oferta e a procura. Algumas empresas de software encomendaram hardware antes de terem desenvolvido as aplicações necessárias para o utilizar plenamente, enquanto outras empresas de software podem não conseguir garantir o fornecimento de que necessitam, se as suas aplicações estiverem a crescer e exigirem mais chips do que o previsto.
Ainda a curto-prazo, os preços deverão permanecer inflexíveis e a escolha de fornecedores será limitada. Com o tempo, é provável que surjam novas estruturas de preços e licenças, à medida que os compradores se afastam dos antigos sistemas.
Adianta-se ainda que muitos países, incluindo os EUA, os países da UE e a Índia, estão a investir fortemente em novas instalações de semicondutores, para construir os wafers que formam a base dos chips avançados. Mas serão necessários muitos anos para a sua entrada em funcionamento.
Assim, e a longo-prazo, o relatório diz que a rápida evolução do mercado da IA apresenta novas oportunidades e poderá criar alguns estrangulamentos. A começar pelas tecnologias avançadas de chips, que incluem as técnicas de embalagem avançadas que permitem que vários chips sejam empilhados uns sobre os outros para acelerar a velocidade de processamento. Outras tecnologias incluem a tecnologia de memória de alta largura de banda que permite uma transferência mais rápida de dados dentro dos chips.
Haverá ainda desafios de implantação. Poderão também surgir pontos de estrangulamento na implantação dos chips e não na sua criação. Por exemplo, na velocidade de construção dos novos centros de dados, para fornecer a potência de computação e o armazenamento de dados necessários para as aplicações de IA. A disponibilidade de energia também será fundamental para facilitar a expansão desses centros de dados.
Outra vertente a considerar será a mudança nos requisitos das construções de IA. À medida que a implementação de casos de utilização de IA continua, haverá uma mudança na procura de chips de IA que ajudam a treinar LLMs em dados, para aqueles que são necessários para fazer previsões com base em dados em tempo real.
"O mercado está ávido por opções viáveis e competitivas para fornecer chips de IA, mas ainda não se sabe com que rapidez as fontes alternativas de fornecimento serão capazes de oferecer o preço, a sofisticação e a escala desejados. Mas as empresas não se podem dar ao luxo de esperar por uma maior certeza sobre o mercado de chips antes de experimentarem a IA. Precisam de avançar e começar a iterar agora para não serem deixadas para trás na corrida para criar valor", remata o responsável da BCG.


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