Google de novo sob investigação de Bruxelas

2021-09-09 A Google está de novo a ser investigada pelas autoridades da concorrência da União Europeia. Em causa está a utilização do Google Assistant como serviço padrão em todos os dispositivos Android e a eventual pressão da marca para que todos os fabricantes sejam forçados a isso. A notícia é avançada pela agência de notícias MLex, citada pela Reuters.
A Comissão Europeia tinha dito em junho que o seu inquérito sectorial sobre dispositivos ligados à internet suscitou preocupações por parte dos inquiridos em relação a certas práticas de exclusividade e de ligação relacionadas com assistentes de voz. Nomeadamente dos produtores de dispositivos inteligentes serem impedidos de instalar um segundo assistente de voz num dispositivo.
Na Europa, os dispositivos com assistente de voz mais populares são o Alexa, da Amazon, o Siri, da Apple, e o Google Assistant. Prevê-se que o mercado global duplique para 8,4 mil milhões de aparelhos, dos atuais 4,2 mil milhões, entre 2020 e 2024, de acordo com a empresa de estudos de mercado Statista.
Bruxelas pediu aos fabricantes de dispositivos que fornecessem provas de que estão a ser forçados a pré-instalar o Google Assistant e se a Google quer exclusividade, proibindo os rivais dos dispositivos Android, avançou a MLex.
Já a Google garante que o Android oferece mais escolha do que qualquer outra plataforma móvel. "Os fabricantes podem escolher quais os assistentes de voz a instalar nos seus dispositivos e os utilizadores podem também escolher quais os assistentes a utilizar e instalar", diz a gigante num e-mail.
Entretanto, a CE recusou-se a comentar a notícia, destacando a conferência de imprensa da responsável pela concorrência, Margrethe Vestager, realizada em junho, sobre o inquérito ao sector. Afirmou que irá emitir um relatório final sobre o seu inquérito sectorial no primeiro semestre de 2022, após o qual poderá abrir investigações.
Segundo a MLex, a investigação pretende ainda saber se a Google poderá estar a utilizar o seu processo de certificação de novos aparelhos para garantir a exclusividade por outro meio, assim como a importância da Google Play Store para diferentes ecossistemas. Está ainda a verificar se os utilizadores podem usar pelo menos dois assistentes de voz ao mesmo tempo.
Recorde-se que a Google no decurso da última década foi multada por Bruxelas por três vezes, num total de 8 mil milhões de euros.

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