O próximo ano vai ser dominado por três forças transformadoras: a IA, a evolução das redes para NaaS 2.0 e a aceleração da segurança quântica. Todas estas tendências vão marcar a agenda dos CIO, num 2026 que se avizinha desafiante para os líderes tecnológicos, que terão de equilibrar programas complexos de transformação - cada vez mais centrados em inteligência artificial (IA) - com exigências de eficiência e novas obrigações regulatórias.
Para Buddy Bayer, COO da Colt, 2026 oferece também "grandes oportunidades", com projetos de IA a amadurecerem e infraestruturas digitais mais capazes de suportar cargas de trabalho intensivas. A Colt identifica que a inferência de IA passará da experimentação para integração plena nas operações, tornando decisões em tempo real mais céleres e contextuais. A transição para Agentic AI deverá ainda automatizar tarefas quotidianas de empresas e consumidores.
No domínio das redes, cresce a procura por infraestruturas capazes de assegurar desempenho, segurança e baixa latência para cargas de IA. As WAN otimizadas para IA e redes mais sustentáveis serão prioridade, num contexto em que o tráfego de IA nos cabos transatlânticos deve quadruplicar até 2035.
O relatório destaca ainda a ascensão da IA Soberana, tendência impulsionada por requisitos regulatórios e pela necessidade de controlo dos dados. Em paralelo, o modelo NaaS 2.0 tornará as redes mais inteligentes e automatizadas, acompanhando a pressão da cloud, edge e workloads de IA.
A segurança quântica é outro eixo crítico: com o "Q Day" previsto para 2030, os investimentos aceleram e a Colt prepara testes de distribuição de chaves quânticas via satélites LEO, combinando espaço e fibras submarinas para reforçar a resiliência global.
A empresa prevê ainda forte expansão do edge computing, da cloud híbrida e da multicloud, bem como um 2026 marcado por novos quadros regulatórios exigentes - do AI Act ao Cyber Resilience Act - que irão moldar a atuação dos CIO numa era em que tecnologia, risco e inovação caminham cada vez mais juntos.
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