LinkedIn corta 6% da força de trabalho com impacto do coronavírus

2020-07-22 A pandemia da COVID-19, ao impactar negativamente o emprego, provocou uma descida na procura dos serviços de recrutamento do LinkedIn. Resultado: a rede profissional anunciou um corte de 960 postos de trabalho, o equivalente a 6% da sua força de trabalho, a implementar globalmente nas áreas de vendas e de contratação.

Tendo em conta que a rede profissional ajuda empresas e trabalhadores a encontrarem-se, o facto de haver neste momento muito poucas organizações a contratar pessoas impactiu negativamente as suas operações, como explica o CEO do LinkedIn, Ryan Roslansky, num post a anunciar os cortes.

"O nosso negócio de soluções de talento continua a ser impactado, pois há muito menos empresas, incluindo a nossa, a precisarem de contratar o mesmo volume que contratavam anteriormente", explicou.

A Microsoft comprou o LinkedIn por 26,2 mil milhões de dólares em 2016, na que foi a sua maior aquisição de sempre.  Em fevereiro, o LinkedIn representava quase 6% da receita total da tecnológica e era um dos negócios que mais crescia. Mas no seu mais recente relatório, a Microsoft alertava para a desaceleração nos gastos com publicidade no LinkedIn durante as últimas semanas do trimestre, quando o coronavírus começou a impactar os negócios em todo o mundo.

A rede profissional vai começar a concentrar-se nas vendas online, em vez das vendas presenciais, com um novo foco na sua loja virtual. Uma abordagem de canal online que, segundo o seu CEO, "permitirá dar uma melhor resposta aos milhões de pequenas empresas que precisarão do LinkedIn durante esta pandemia e além dela".

O LinkedIn não revelou detalhes sobre quantos trabalhadores serão afetados em cada país, mas alertou que os funcionários que serão demitidos na América do Norte, Brasil e Ásia-Pacífico serão notificados nas próximas 24 horas e permanecerão na empresa até 21 de agosto. No Dubai, também serão notificados entre esta terça e quarta-feira, embora os contratos terminem a 29 de setembro. Já no Reino Unido, Irlanda e Austrália, iniciou-se um processo de consulta para aferir quantas posições poderiam ser afetadas. Os trabalhadores na França, Suécia e Espanha receberão a notificação em agosto, enquanto os da Itália em setembro.

A empresa diz ainda que nos Estados Unidos continuará a fornecer seguro de saúde a trabalhadores demitidos por 12 meses, enquanto em outros países o suporte será reduzido para seis meses através de planos personalizados ou pagamentos em dinheiro equivalentes.

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De acordo com estudo da Economist Intelligence Unit patrocinado pela Ericsson


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