Meta aumenta receitas mas despesas impactam lucros

2026-01-29

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, encerrou o exercício de 2025 com lucros de 60,5 mil milhões de dólares. O que representa uma descida de 3% face ao ano anterior, impactada pelo forte aumento das despesas, os investimentos em inteligência artificial e os prejuízos continuados no segmento de realidade virtual e aumentada. Ainda assim, os números do 4º trimestre foram sólidos, com lucros de 22,8 mil milhões de dólares, mais 9% do que no período homólogo. As receitas trimestrais cresceram 24%, para 59,9 mil milhões de dólares, enquanto no conjunto do ano ascenderam a 200,9 mil milhões, num aumento de 22%.
A pressão sobre os resultados ficou a dever-se sobretudo ao aumento expressivo dos custos. As despesas totais cresceram 40% no quarto trimestre e 24% no conjunto do ano, refletindo a aceleração do investimento em infraestruturas, cloud, centros de dados e talento altamente qualificado. As despesas de capital atingiram 72,2 mil milhões de dólares em 2025, e a Meta antecipa um novo salto em 2026, estimando investimentos entre 115 e 135 mil milhões de dólares, sobretudo para suportar os esforços do Meta Superintelligence Labs e os negócios principais.
Segundo o diretor financeiro da empresa, o aumento será impulsionado principalmente pelos custos de infraestrutura - incluindo serviços de cloud de terceiros e maior depreciação - e pela remuneração dos trabalhadores, com foco na contratação de perfis técnicos ligados à inteligência artificial.
O fundador e líder da Meta, Mark Zuckerberg, considera que a big tech teve "um forte desempenho em 2025", acrescentando estar "entusiasmado com o desenvolvimento da superinteligência pessoal para pessoas em todo o mundo em 2026".  
Segundo o diretor financeiro da empresa, o aumento será impulsionado principalmente pelos custos de infraestrutura - incluindo serviços de cloud de terceiros e maior depreciação - e pela remuneração dos trabalhadores, com foco na contratação de perfis técnicos ligados à inteligência artificial.
No ano passado, o segmento publicitário manteve-se como o principal motor financeiro da Meta, com receitas de 196,2 mil milhões de dólares. A chamada "família de apps" - Facebook, Instagram e WhatsApp - gerou lucros de 102,5 mil milhões, confirmando a robustez do modelo de negócio baseado na publicidade digital. Em contraste, o Reality Labs, unidade dedicada à realidade virtual e aumentada, voltou a pesar negativamente nas contas, com prejuízos de 19,2 mil milhões de dólares. A empresa admite que este segmento continuará deficitário em 2026.
No plano regulatório, a Meta revelou ter chegado a um acordo com a Comissão Europeia sobre alterações ao modelo de anúncios menos personalizados, que começará a implementar este trimestre. Ainda assim, sublinha que continua a monitorizar "obstáculos legais e regulamentares" tanto na União Europeia como nos Estados Unidos, incluindo o escrutínio sobre o impacto das suas plataformas nos utilizadores mais jovens.

 


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