A gigante Meta voltou a ultrapassar todas as estimativas do mercado nos seus resultados do 2º trimestre do ano. Os lucros cresceram 38% em termos homólogos, para 18,3 mil milhões de dólares, enquanto as receitas subiram 22%, para 47,5 mil milhões de dólares. "Tivemos um trimestre forte tanto nos negócios como na comunidade", afirmou Mark Zuckerberg, fundador e CEO da big tech.
Este foi o 12º trimestre consecutivo em que excedeu as expectativas de receita, o que sublinha uma estratégia de crescimento consistente, alimentada por investimentos em inteligência artificial. A divisão ‘Family of Apps', que agrega o Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, representou quase a totalidade da receita do grupo, com 47,15 mil milhões de dólares. Já a Reality Labs, focada em realidade aumentada e virtual, contribuiu com 370 milhões de dólares para as receitas, mas apresentou um prejuízo operacional de 4,5 mil milhões de dólares. No total, a divisão das apps ficou com 3,48 mil milhões de utilizadores diários, um reforço homólogo de 6%. Já a publicidade cresceu 11% e o preço médio por anúncio 9%.
Refletindo os fortes investimentos em infraestruturas, para suportar o crescimento das operações e das iniciativas em inteligência artificial (IA), as despesas de capital foram de 17 mil milhões de dólares. Zuckerberg está apostado em "construir uma inteligência superpessoal para todos no mundo". Por isso, a expetativa para 2026 é de um crescimento ainda maior nas despesas, impulsionado por infraestrutura e contratações técnicas, com destaque para o avanço de projetos de IA.
A tecnológica advertiu ainda para os riscos regulatórios crescentes, especialmente na União Europeia, onde novas exigências sobre anúncios menos personalizados podem afetar a receita local já este ano.
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