A Nvidia voltou a superar as expectativas do mercado ao apresentar resultados trimestrais históricos, confirmando a forte dinâmica da procura por semicondutores dedicados à inteligência artificial. No quarto trimestre do seu exercício fiscal de 2026, que terminou a 25 de janeiro, a fabricante norte-americana registou receitas de 68,13 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 73% - o maior crescimento anual de sempre - e acima das estimativas de 65,91 mil milhões de dólares.
O lucro por ação ajustado fixou-se em 1,62 dólares, superando as previsões de 1,53 dólares. Em termos globais, os lucros aumentaram 79% para 39,6 mil milhões de dólares, enquanto o resultado líquido não ajustado quase duplicou face ao período homólogo, atingindo 43 mil milhões.
A divisão de data centers, motor da expansão associada à IA generativa e ao treino de grandes modelos, registou receitas de 62,3 mil milhões de dólares, um crescimento de 75% face ao ano anterior. O segmento representa a larga maioria das vendas da empresa e reflete a corrida global das empresas tecnológicas à expansão de capacidade computacional para IA. Já a área de videojogos cresceu 48% para 3,7 mil milhões de dólares, embora ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.
No total do exercício fiscal, a Nvidia alcançou um lucro líquido anual de 120,07 mil milhões de dólares, mais 64,8% do que no ano anterior, consolidando a empresa como principal beneficiária do ciclo de investimento em infraestruturas de IA.
Para o trimestre em curso, a empresa liderada por Jensen Huang projeta receitas entre 76,44 mil milhões e 79,56 mil milhões de dólares, acima das previsões dos analistas, sinalizando que a procura por chips para IA deverá manter-se robusta apesar das preocupações dos investidores quanto à sustentabilidade do investimento massivo no setor.
Num contexto em que as chamadas "Sete Magníficas" - grupo que inclui Amazon, Apple, Meta, Alphabet, Microsoft e Tesla - enfrentam maior escrutínio sobre as valorizações associadas à IA, a Nvidia mantém-se como o principal fornecedor de infraestruturas críticas para o ecossistema.
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