Paramount ‘contra-ataca’ na luta pelo controlo da Warner

2026-02-12

A disputa pela aquisição da Warner Bros. Discovery intensificou-se, com a Paramount Skydance a avançar com uma nova proposta que inclui o pagamento da taxa de rescisão acordada entre a Warner e a Netflix. Assim, compromete-se a pagar 2,8 mil milhões de dólares se a Warner a abandonar o acordo já estabelecido com a Netflix. A empresa liderada por David Ellison, filho do dono da Amazon, admite ainda suportar até 1,5 mil milhões de dólares associados a custos de refinanciamento de dívida e despesas relacionadas com a operação.
Num esforço adicional para tornar a proposta mais atrativa, a Paramount propõe pagar aos acionistas da Warner uma "taxa de espera" de 0,25 dólares por ação por trimestre, a partir de 2027, caso a transação ainda não tenha recebido aprovação regulatória.
A estratégia procura reforçar a perceção de menor risco regulatório face à oferta da Netflix. A Paramount indicou já ter respondido a um segundo pedido de informações do Departamento de Justiça dos EUA, encontrando-se agora a aguardar decisão das autoridades.
A proposta atualmente em cima da mesa por parte da Netflix fixa o valor da Warner em 82,7 mil milhões de dólares, equivalente a 27,75 dólares por ação. Já a Paramount avalia a empresa em 108,4 mil milhões de dólares, oferecendo 30 dólares por ação.
De acordo com os dados divulgados, cerca de 43,6 mil milhões de dólares da oferta da Paramount seriam assegurados pela família Ellison, enquanto 54 mil milhões resultariam de financiamento através de dívida.
O interesse pelas operações da Warner centra-se no seu catálogo e nos ativos de streaming, incluindo a plataforma HBO Max e franquias como o Harry Potter, Game of Thrones e o DC Comics. Estes ativos são considerados estratégicos num mercado onde a consolidação tem sido impulsionada pela necessidade de escala global, integração vertical e controlo de propriedade intelectual.
A administração da Warner mantém, para já, o compromisso de submeter o acordo com a Netflix à votação dos acionistas até abril. A eventual alteração do processo dependerá da reação dos investidores à proposta superior da Paramount e da evolução da análise regulatória.
A operação poderá redefinir o equilíbrio competitivo no setor global de media e streaming, num momento em que os grandes estúdios procuram consolidar ativos e fortalecer posição face à crescente fragmentação do mercado digital.
 


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