Projetos de IA generativa nas empresas ainda têm impacto muito limitado

2025-09-03

Cerca de 95% dos projetos ligados à inteligência artificial (IA) generativa desenvolvidos pelas empresas ainda não estão a gerar retorno. Mais de 80% das organizações já estão a usar ou testar ferramentas de IA como o ChatGPT e o Copilot e cerca de 40% já as implementaram. Contudo, o elevado grau de adoção não tem tido reflexo ao nível do dos lucros das empresas, ainda que existam melhorias, principalmente na produtividade individual. A conclusão é de um estudo do MTI.
Denominado ‘The GenAI Divide State of AI in Business 2025', o trabalho refere que o investimento das empresas em IA alcança já os 30 mil a 40 mil milhões de dólares. Mas apenas 5% dos projetos pilotos de IA estão a extrair milhões em valor, enquanto a grande maioria permanece estagnada, sem impacto mensurável no Profit&Loss (P&L ou lucros e perdas. E a quantidade de projeto ligados a IA generativa que não geram retorno "não parece estar a ser impulsionado pela qualidade do modelo ou pela regulamentação", mas sim pela abordagem.
"Os sistemas para o nível empresarial, personalizado, ou vendidos por fornecedores, estão a ser silenciosamente rejeitados. 60% das organizações avaliaram estas ferramentas, mas apenas 20% chegaram à fase piloto e apenas 5% chegaram à fase de produção. A maioria falha devido a fluxos de trabalho frágeis, falta de aprendizagem contextual e desalinhamento com as operações diárias", salienta-se no estudo.
Esta análise permite definir quatro padrões que mostram a ‘grande divisão na IA':  existe uma disrupção limitada, com "dois oito principais setores a apresentarem alterações estruturais significativas"; assim como um paradoxo empresarial, com as "grandes empresas a liderarem em volume de pilotos mas a ficarem para trás na expansão dessas ferramentas; e um bias ao nível do investimento, com os "orçamentos a favorecerem funções visíveis e de alto nível em detrimento de soluções de backoffice com elevado Retorno no Investimento (ROI)"; por fim, foi detetada uma vantagem na implementação ,com as "parcerias externas a terem o dobro da taxa de sucesso das construções internas".
Perante esta constatação, conclui-se que principal barreira à escalabilidade não é a infraestrutura, nem a regulamentação ou o talento, mas sim a aprendizagem. "A maioria dos sistemas de IA generativa não retém feedback, não se adapta ao contexto nem melhora ao longo do tempo", salienta o trabalho. 
Já o pequeno grupo de fornecedores e compradores que "está a conseguir um progresso mais rápido", aborda as limitações diretamente. Exige uma personalização específica para cada processo e avaliando ferramentas com base em resultados que geram para o negócio, em vez de benchmarks de software. Querem sistemas que se integrem nos processos existentes e melhorem ao longo do tempo. 
Refere-se ainda que a maioria das implementações de IA generativa "não impulsiona a redução de pessoal". Contudo, as organizações que conseguiram ultrapassar a chamada ‘Grande Divisão na IA Generativa' começam a observar "impactos seletivos" na força de trabalho nas áreas de apoio ao cliente, engenharia de software e em funções administrativas.


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