Quase 40% dos europeus não têm competências digitais

2019-09-24 Perto de 40% da força de trabalho do espaço europeu quase não tem competências digitais, enquanto o número de pessoas com formação em TIC permanece abaixo das necessidades em muitos estados-membros. O que mostra que a lacuna nas capacidades digitais permanece grande e poderá até mesmo expandir-se em alguns países. O alerta vem de um estudo da Comissão Europeia.

Segundo o estudo “The changing nature of work and skills in the digital age”, as novas tecnologias estão a redefinir milhões de empregos no espaço europeu e não se limitam simplesmente a criar ou a destruir postos de trabalho. Também estão a mudar o que as pessoas fazem e a forma como o fazem. Os perfis de trabalho podem mudar substancialmente, com a adição de novas tarefas ou a alteração das que existem, exigindo que os trabalhadores se adaptem a novos métodos, organização e ferramentas de trabalho.

Milhões de empregos na Europa vão ser afetados pela automação, especialmente os que requerem baixos níveis de educação, que não envolvem interação social complexa e sejam tarefas manuais rotineiras. Mas há também trabalhos com potencial de crescimento: até 2030, as profissões com maior potencial são as que estão ligadas a determinadas competências, como elevados níveis de educação ou uso de capacidades de interpretação, além de conhecimentos na área das tecnologias de informação.

Este estudo fornece uma análise baseada em evidências do impacto da tecnologia nos mercados de trabalho e alerta para a necessidade de adaptar as políticas educacionais para aumentar as habilidades digitais. Embora as novas tecnologias estejam a reformular milhões de empregos na UE, as skills digitais e transversais são cada vez mais necessárias para aproveitar as oportunidades de emprego emergentes.

Assim, os tipos de empregos que mais devem crescer na UE até 2030 serão os que exigem ensino superior, uso intensivo de capacidades sociais e interpretativas e pelo menos conhecimentos básicos em TIC. As capacidades digitais e não cognitivas serão cada vez mais importantes para aproveitar as oportunidades de trabalho. Aliás, o estudo refere que este tipo de empregos está já a crescer na Europa, criando muito mais oportunidades.

Alerta-se para o facto do ensino de skills não cognitivas estar a ser negligenciado em toda a UE, apesar de sua aparente relevância crescente nos mercados de trabalho de hoje e de amanhã. Tal como a forma como estas capacidades serão dadas pelas instituições de ensino e formação.

O relatório reforça uma conclusão já conhecida da indústria: a tecnologia vai eliminar algumas profissões, mas também há trabalhos com potencial de crescimento. O relatório da Comissão Europeia mostra que, até 2030, as profissões com maior potencial para crescimento estão ligadas a determinadas competências, como elevados níveis de educação ou uso de capacidades de interpretação, além de conhecimentos na área das tecnologias de informação.

Entre as profissões que poderão ser menos transformadas pela tecnologia estão as ligadas ao ensino, que ficam abaixo dos 30% de probabilidade média de serem afetadas, seguidas  pelos quadros de topo e legisladores, administrativos e gerentes comerciais, diretores de hotelaria e retalho. As ocupações profissionais mais expostas à transformação tecnológica são os assistentes na área da preparação de refeições, profissionais de limpeza, trabalhadores de minério, construção, manufatura e transporte.

Neste trabalho, destaca-se ainda que é ainda necessário perceber como a tecnologia está a mudar as tarefas rotineiras. Apoiando-se em dados do Eurostat, o relatório aponta as mudanças introduzidas pelo uso de novo software e de equipamento computadorizado, que implicam mudanças nas competências pedidas aos trabalhadores. Nomeadamente mais capacidades de interação social e de resolução de problemas.

Até 2030, antecipa-se que as áreas de emprego com maior potencial de crescimento serão as de tecnologias de informação, ciência e engenharia. Estas profissões deverão crescer 16%. Seguem-se as profissões com elevadas competências, como médicos, professores, advogados e administradores executivos (15%) e até das profissões com menos qualificações, ligadas à área de limpeza e ajudantes (12%).

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