SAS: análise de dados e IA são grandes tendências para 2023

2023-01-19

As tecnologias emergentes, como o blockchain ou o eSports, os mercados de modelos de IA, a procura por cientistas de dados especializados e a importância da IA ética são as tendências que vão definir o cenário em 2023 nas principais organizações. As previsões são do SAS, empresa líder em analítica, que analisou os principais desafios que as organizações terão de enfrentar este ano, em termos de IA e de análise de dados.

Assim, defende-se que as tecnologias emergentes serão o futuro da inovação. Diferentes tecnologias emergentes, como o blockchain, o eSports e a simulação, estão a transformar as indústrias tradicionais, sendo capazes de oferecer inovação virada para o futuro, convergindo para a próxima iteração da web. Estão ainda a causar uma enorme explosão no ritmo, complexidade e volume de dados, criando uma necessidade ainda mais urgente de análise, machine learning e IA de forma a conseguir-se compreender tudo aquilo que se está a passar. Por isso, e olhando para o futuro, o SAS considera que estas tecnologias podem oferecer oportunidades para se reimaginar a forma como resolvemos problemas complexos e, até mesmo, dimensionar a observação humana e a tomada de decisões.

Já no que respeita à inteligência artificial (IA), à medida que as organizações adotam modelos de IA, a confiança nesta tecnologia será uma prioridade até 2023. Os mercados de modelos de IA serão também uma das inovações, que permitirão às empresas consumir e integrar facilmente a IA nos seus negócios, sem ter que criar e gerir o seu ciclo de vida. As empresas estão a lutar para sobreviver, gastando 80% do seu tempo a gerir dados e 20% a fazer análises e modelagem. Assim, e segundo Bryan Harris, vice-presidente e CTO do SAS, "um dos maiores impactos que a IA pode ter na próxima década para superar a sobrecarga de informações é a automação dos processos de gestão de dados, de forma que os clientes possam dedicar 80% do seu tempo a fazer somente análises e a implementar mais modelos para produção".

Considera-se ainda que uma analítica democratizada permitirá atrair mais profissionais especializados em cada setor. Nos últimos anos, a ciência de dados foi orientada para a formação de perfis especializados em escrever linhas de código de forma genérica e desenvolver algoritmos básicos em código aberto. Mas, face a problemas de negócios, não têm conhecimentos em setores específicos. Por isso, antecipa-se que em 2023 os cientistas de dados com formação mais especializada nos vários setores em que atuam serão os mais bem-sucedidos na satisfação das expectativas das empresas.

Acresce que com o crescimento da procura por cientistas de dados, as organizações enfrentam o novo desafio de encontrar os melhores candidatos, dificultando a colocação de modelos em produção e a operacionalização da IA. É por isso que as organizações consolidarão a IA e a analítica em torno de ferramentas modernas, abertas e multilíngues que, por sua vez, vão aumentar a produtividade da ciência de dados, capacitando assim os utilizadores finais para realizar as principais tarefas analíticas. Ao democratizar a analítica, mais profissionais poderão ingressar nessa área.

Também este ano a indústria começará a observar de forma positiva a IA e a ver como através dela se pode moldar um mundo mais igualitário, ampliando as crenças das pessoas para aceitar que o preconceito está em nós e ao nosso redor e que, ela é essencial para a tomada de decisões. Portanto, desenvolver uma IA que preveja e mitigue preconceitos é o primeiro passo para garantir a confiança necessária para seguir em frente.

Já em termos de ética na IA, o tema começou a ser questionado pela indústria em 2022. Agora, as organizações vão começar a definir padrões e diretrizes de IA antes dos regulamentos, estabelecendo os seus próprios limites de risco e princípios específicos. Mas isto só funcionará se a indústria continuar a desmistificar a IA com exemplos claros e definições uniformizadas, que reduzam o medo que continua a girar à volta desta tecnologia.

"Estas são, assim, as tendências tecnológicas para este ano, segundo o SAS, não esquecendo, claro, o papel e indiscutível importância do processo de migração para a cloud. Tal como tenho vindo a frisar, pode traduzir-se numa clara redução de custos da parte operativa, oferecendo, ao mesmo tempo, segurança, flexibilidade e facilidade na otimização de processos." conclui Guilherme Dias, Sales Director do SAS. 


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