Satisfação no trabalho em mínimo histórico: empresas podem resolver

2025-12-04

Há uma quebra histórica na satisfação profissional a nível global, com apenas 20% dos knowledge workers a afirmarem manter uma relação saudável com o trabalho. A conclusão é do mais recente Work Relationship Index, da HP, que mostra ainda que os líderes empresariais registam mesmo o maior declínio anual, refletindo uma crise de confiança e ligação dentro das organizações. Mas, apesar deste retrato preocupante, há uma oportunidade clara: 85% dos fatores que influenciam a experiência dos colaboradores estão sob controlo direto das empresas, desde a liderança até ao reconhecimento, propósito e flexibilidade.

O estudo evidencia que apenas 44% dos colaboradores sentem propósito no que fazem e 39% acreditam receber o reconhecimento adequado. São indicadores que a HP considera plenamente resolúveis. Para Pedro Coelho, Managing Director da HP Portugal, "a satisfação no trabalho deixou de ser opcional - é essencial para a resiliência e o crescimento das empresas", defendendo uma liderança mais humana e centrada nas pessoas.

O estudo mostra também um ambiente de pressão crescente: 62% dos trabalhadores de escritório dizem que as expectativas da empresa aumentaram no último ano e 45% sentem que o lucro é colocado à frente das pessoas. Ainda assim, os dados confirmam que colaboradores satisfeitos são três vezes mais propensos a estarem ligados aos colegas, equilibrar vida pessoal e profissional e a impulsionar o crescimento do negócio.

A inteligência artificial (IA) surge como um fator cada vez mais determinante. Quatro em cada dez trabalhadores usam IA diariamente e quem tem acesso a ferramentas corporativas é duas vezes mais propenso a relatar uma relação positiva com o trabalho. Contudo, persistem lacunas de literacia, já que só 21% dos knowledge workers se consideram proficientes em IA, contra 56% dos decisores de TI.

As gerações mais jovens estão a acelerar a mudança cultural. Cerca de 51% dos profissionais da Geração Z têm um segundo trabalho, quatro em cada cinco trocariam parte do salário por mais flexibilidade e estão a liderar a adoção da IA no local de trabalho.

Para a HP, ignorar estas expectativas significa perder talento e competitividade. "O futuro do trabalho será definido pelas pessoas e pela forma como as organizações respondem às suas necessidades. Investir na experiência humana é investir no futuro do negócio", conclui Pedro Coelho.


De acordo com conclusões da consulta pública ao mercado


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