As 7 grandes tecnológicas mundiais - Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, NVIDIA e Tesla - encerraram seu último ano fiscal com um aumento das receitas globais em cerca de 14%, para um total de mais de dois biliões de dólares de receitas. O que lhes permitiu reforçar as suas apostas no investimento em pesquisa e desenvolvimento. E tudo numa conjunta mundial adversa em termos de procura global e de taxas. A análise é da GlobalData.
Assim, e de acordo com esta análise, a NVIDIA liderou o crescimento anual, com um aumento de 114% das receitas, para 130,5 mil milhões de dólares, refletindo a extraordinária procura por GPUs impulsionada pela construção de infraestruturas de IA em hiperescala por parte dos fornecedores cloud. Nesse processo, tornou-se a primeira empresa de capital aberto a atingir uma capitalização de mercado de aproximadamente 5 mil milhões de dólares no mês passado.
Já a receita da Amazon subiu 11%, para 638 mil milhões de dólares, impulsionada pelo ressurgimento da AWS e pela eficiência do retalho. A Meta e a Microsoft registaram ganhos robustos de 22% e 15%, respetivamente, ambas beneficiando da monetização da cloud e da IA. O crescimento de 14% da Alphabet reafirmou seu domínio nas pesquisas e a expansão da clooud. Com um aumento mais modesto, de 6%, as receitas da Apple ficaram em 416 mil milhões de dólares, refletindo a saturação nas vendas do iPhone, compensada pelo crescimento dos serviços. Por sua vez, a receita da Tesla estabilizou nos 9,7 mil milhões, inalizando a maturidade do mercado de veículos elétricos e a intensificação dos preços.
A intensidade do R&D atingiu níveis recordes na maioria das empresas. A Amazon liderou, com 88,5 mil milhões de dólares, refletindo a integração da IA no retalho, logística e AWS. A Alphabet ficou em segundo lugar, com 48,8 mil milhões, direcionados principalmente para o Gemini e a otimização de centros de dados. Os gastos de 43,6 mil milhões da Meta - um aumento de 19% em relação ao ano anterior - destacaram a sua mudança para plataformas de IA e realidade mista, mesmo com as perdas persistentes no Reality Labs.
"Os sete magnéticos entraram em 2025 num ponto de inflexão. O boom da infraestrutura de IA, liderado por hiperescaladores e pela procura acelerada por computação, sustenta a resiliência dos lucros no curto prazo. No entanto, as avaliações refletem cada vez mais premissas de crescimento agressivas, aumentando o risco de um eco da bolha da IA, se a monetização real ficar aquém dos gastos com infraestruturas. As guerras comerciais entre os EUA e a China em relação aos chips e tarifas estão a remodelar as cadeias de abastecimento e podem pressionar a NVIDIA (e a Apple) de forma mais direta, dada a sua dependência de hardware. A Microsoft, Alphabet e Meta estão comparativamente mais protegidas, aproveitando os modelos de IA baseados em software", refere Murthy Grandhi, analista da GlobalData.
Que adianta que a "evolução da rede de acordos em torno da OpenAI - abrangendo a integração da Microsoft, a parceria anunciada pela Apple para IA no dispositivo e o conjunto Gemini da Alphabet - destaca como as alianças do ecossistema, e não apenas o hardware, definirão as vantagens competitivas".
E se o grupo das sete gigante vai continuar a ser o motor de crescimento global da tecnologia, 2026 será o ano em que se testará se a eficiência impulsionada pela IA e a inovação de produtos podem sustentar os retornos, à medida que a intensidade de capital e os riscos geopolíticos aumentam. A próxima etapa do ciclo dependerá menos da escala de treino de modelos e mais da profundidade da monetização da IA, uma mudança que separará os líderes sustentáveis da exuberância especulativa.
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