Tribunal de Contas europeu diz que UE tem sido lenta a controlar big tech

2020-11-20 Bruxelas falhou no controlo das big tech porque agiu de forma demasiado lenta e porque faltou força legal para impedir que gigantes tecnológicas como a Google e Facebook esmagassem a concorrência. Por isso, deve criar ferramentas anticoncorrenciais que lhe permitam intervir mais cedo. A conclusão é do Tribunal de Contas da União Europeia.

Num relatório citado pelo Financial Times, aquele organismo considera que as investigações anticoncorrenciais na UE costumam ser demasiado longas, pelo que a aplicação das regras só ocorre depois de as grandes companhias tecnológicas já terem eliminado as empresas rivais. Assim, recomenda à UE que encontre formas de intervir mais cedo, uma vez que as longas investigações anticoncorrenciais "podem afetar negativamente a eficácia das decisões".

Adianta ainda que como a CE analisa geralmente as questões da concorrência através das quotas de mercado, dos preços dos bens ou serviços e das margens de lucro, estes critérios não foram "suficientes" para conseguir "definir o poder de mercado e avaliar a concorrência" no que diz respeito a empresas como Google e Facebook.

A análise do Tribunal de Contas da UE diz que a CE está mal preparada e mal equipada para lidar com um setor onde as empresas cresceram de forma tão acelerada que as big tech competem pelo mercado e não dentro de um mercado, "levando a resultados ‘winner-takes-all‘".

Até 2030 reduzirá em 50% as emissões por consumo de energia


Everything-as-a-service e conectividade ampliada são algumas


Estudo Tech Trends analisa tecnologias emergentes dos próximos 18 a 24 meses


Por cerca de 10 mil milhões de dólares


Europa defende que regulação digital cabe aos governos


Depois de assumir compromissos para com a privacidade com a CE


Para consolidar capacidades na transformação dos clientes